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Saúde

Primeira pesquisadora a relacionar zika com microcefalia alerta para casos que não estão sendo notificados

08 de Novembro de 2016 | 07h 36
Primeira pesquisadora a relacionar zika com microcefalia alerta para casos que não estão sendo notificados
Foto: Reprodução
Um ano após o Ministério da Saúde declarar situação de emergência em saúde pública devido ao aumento dos casos de microcefalia, que assolavam principalmente os estados da Região Nordeste, a Fiocruz promove, em parceria com a Academia Nacional de Medicina (ANM) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC), o evento internacional “Zika”. O encontro, que reúne profissionais e cientistas brasileiros e estrangeiros envolvidos desde o início nos relatos dos casos, começou nesta segunda e vai até quinta-feira, na sede da ANM, no Centro do Rio. No primeiro dia de palestras, médicos e cientistas apresentaram suas descobertas e, também, suas perguntas ainda sem repostas. Não são poucas.
 
" Exames de imagem nos mostram achados bem diferentes. Vemos algumas variações. O que protege o cérebro de um bebê cuja mãe teve zika? Por que alguns apresentam danos tão grandes e outros, não?", questionou a médica Adriana Melo, especialista em medicina fetal de Campina Grande, na Paraíba, e primeira pesquisadora a comprovar a associação entre o vírus zika e a síndrome congênita que apavora as gestantes.
 
Para Adriana, há uma certeza: os casos de síndrome congênita por zika são subnotificados.
 
"Limitar as investigações aos casos que não atingem um perímetro cefálico mínimo estabelecido faz com que se notifique apenas aqueles que se pode identificar pela fita métrica. Acho complicado estabelecer uma medida para o perímetro cefálico. Temos visto casos de ventriculomegalia (aumento do tamanho dos ventrículos do cérebro) com o perímetro dentro da normalidade e que só são identificados por exames, não pela fita. Muitos casos estão passando", relatou a médica.

FONTE: Extra



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