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Saúde

População vai às ruas tentando evitar fechamento de Santa Casa em Santo Amaro

24 de Julho de 2016 | 19h 32
População vai às ruas tentando evitar fechamento de Santa Casa em Santo Amaro
A população se reuniu no teatro Caetano Veloso antes de ir às ruas

Com gritos de “Oliveira unida jamais será vencida”, a população de Oliveira dos Campinhos em Santo Amaro da Purificação, realizaram na manhã deste domingo (24) um protesto contra o fechamento da Santa Casa de Misericórdia. A concentração aconteceu no Teatro Caetano Veloso onde, cerca de 300 pessoas tomaram as ruas do distrito em direção ao Hospital.  

A manifestação foi devido ao risco da Santa Casa de Oliveira dos Campinhos, de anunciar o encerramento de suas atividades no próximo dia 30 de julho de 2016. Caso ocorra o fechamento da unidade hospitalar, mais de duas mil pessoas, de cerca de 20 municípios, correm o sério risco de ficarem sem atendimento gratuito.

O organizador do protesto, Josenilton Paim de 26 anos, explicou que o objetivo foi esclarecer para a população  os reais motivos do possível fechamento da Santa Casa. 

A instituição filantrópica possuía contrato com o estado até meados de maio, apesar de o município ser de gestão plena desde fevereiro desse ano, já que a prefeitura de Santo Amaro alegou não ter recursos para contratá-la. O Ministério da Saúde sinaliza favoravelmente, já o estado admite renovar o contrato, mas a resistência do município impede, inviabilizando a continuidade da prestação de serviços à população.

Os manifestantes iniciaram um abaixo assinado para entregar ao governador Rui Costa que já contabiliza 1.261 assinaturas. 

A estudante universitária Alanna Freitas de 21 anos, estava bastante preocupada com a situação. “Caso a Santa Casa feche, seria uma verdadeira catástrofe, pois além dos pacientes ficarem sem atendimento, muitos pessoas também irão perder os seus empregos”, relatou. 

José Raimundo Oliveira de 65 anos, contou que a batalha contra o fechamento do hospital é antiga. “Sem a Santa Casa a nossa população ficaria totalmente desamparada, no bom português, “sem pés e sem mãos”. 

No final os manifestantes realizaram uma oração e em um ato simbólico abraçaram o Hospital.

FONTE: Berimbau Notícias



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