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Saúde

Hemocentros do Nordeste sofrem com falta de sangue

17 de Março de 2016 | 08h 54
Hemocentros do Nordeste sofrem com falta de sangue
Hemocentros fazem campanhas por doadores
O aumento no número de casos de zika, dengue e chikungunya derrubou a quantidade de doações de sangue nos hemocentros do Nordeste. Alagoas, Bahia, Ceará, Pernambuco e Rio Grande do Norte sofrem com falta de sangue. Os hemocentros estão realizando campanhas e apelam por novos doadores.
 
Desde dezembro, os bancos de sangue do país estão recusando doações de pacientes que tiveram sintomas de zika ou foram diagnosticados com o vírus nos últimos 30 dias. Isso pelo potencial risco de transmissão da zika por transfusão sanguínea.
 
Recentemente, uma nota técnica da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular recomendou ainda a recusa de sangue de qualquer pessoa que teve relações sexuais no mês anterior à doação com homem com suspeita de infecção por zika nos últimos três meses.
 
Em Pernambuco, o hemocentro afirma que, entre os meses de janeiro e fevereiro, houve uma queda por conta da tríplice virose que ocasionou deficit de cerca de mil bolsas de sangue. Rotineiramente, a média desses dois meses é de oito mil doações, mas apenas sete mil foram feitas nesse período.
 
Na Bahia, o estoque de sangue --que sempre trabalha em baixa nos dois primeiros meses do ano-- não teve a esperada recuperação no mês de março, como historicamente ocorria. O hemocentro local estima que as doações tenham caído 30%.
 
O órgão diz que não um fator aparente além da tríplice virose que explique a queda, porém não confirma que esse seja o único motivo.
 
No Ceará, o hemocentro diz que a redução no número de doadores acontece justamente quando há "um aumento de até 30% na demanda em função de viroses e problemas respiratórios." Segundo o órgão, em fevereiro foram 8.432 doadores, 14% menos que os 9.815 do mesmo mês de 2015. 
 
O Rio Grande do Norte também confirmou queda, mas não soube estimar o percentual.
 
Já o hemocentro de Alagoas informou que, durante o mês de janeiro, houve uma "queda drástica" no estoque de sangue, mas por conta das férias. "Não há uma relação da baixa do estoque com os casos do zika vírus, dengue e febre do chikungunya", informou.
 
Paraíba, Piauí e Maranhão informaram que mantêm os estoques de sangue em nível regular. Sergipe foi o único Estado do Nordeste que não respondeu aos questionamentos do UOL.

FONTE: Uol



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