O Instituto Bahiano de Reabilitação (IBR) criou recentemente um grupo de atendimento especializado específico para microcefalia relacionada ao Zika. A unidade atende crianças e mães em Salvador.
Equipes formadas por quatro profissionais de psicologia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e fisioterapia já começaram a cuidar de sete crianças com microcefalia. Como o atendimento é novo, o número de crianças ainda é considerado baixo, mas tende a aumentar, segundo o coordenador do IBR, Rogério Gomes.
O IBR é uma entidade filantrópica e funciona há 60 anos. Referência no estado em reabilitação, o instituto atende a qualquer pessoa com pedido e laudo médico e carteira do Sistema Único de Saúde
A psicóloga Júlia Reis conta que a atenção dela é direcionada principalmente, às mães, já que se deparam com uma situação nova e desafiadora.
“O trabalho diferencial da psicologia é dar razão a essas mães. Elas têm razão de estarem preocupadas e de se sentirem desesperadas, em algum momento e, ao mesmo tempo, [o trabalho é] acolher esse sofrimento, trabalhar todo esse sofrimento, levando-as a estimular seus filhos, a vê-los não como uma patologia ou uma microcefalia, mas como um filho delas”, afirma a profissional.
Segundo o último balanço da Secretaria de Saúde da Bahia, entre outubro de 2015 e 27 de fevereiro deste ano, 817 casos de microcefalia foram notficados em todo o estado. Salvador lidera o ranking das cidades com maior número de casos.