Dizem que o objetivo foi atingir a Secretária de Saúde, mas a denúncia formulada contra o HGCA, no mutirão de varizes, mirou Pitangueira, o diretor local. No rádio o diretor se defendeu e, ao que entendi, ao ouvir a entrevista, não ameaçou o jornal (Folha do Estado) que divulgou a notícia, mas pessoas que estariam sendo vítimas de investigação por desvios no HGCA e estariam tentando se vingar. Ao falar, Pitangueira, passou a ter a obrigação de divulgar o que aconteceu e será cobrado por isso.
Em relação à denúncia anônima formulada ao MP, o promotor afirmou não haver acusações. Quanto ao jornal ter dados exclusivos, faz parte dojornalismo obter informações privilegiadas.
A verdade é que em relação ao procedimento o método cirúrgico por radioablação é muito moderno e de alto custo, conforme constam em tabelas e que pode ser obtido em qualquer fornecedor. A informação passada ao jornal de R$ 6 reais por um cateter deste tipo é fora da realidade. Por este valor não se compra nem um frasco de mertiolate, quanto mais um estilete tão sofisticado. Um cateter mais simples para cirurgia a laser do rim, por exemplo, custa de R$ 3 a 4 mil reais. Portanto, os valores apresentados de cinco mil em média são compatíveis.
O projeto do mutirão de varizes que estava se desenvolvendo em cinco hospitais, ao menos, tem origem na Sesab e não no HGCA, cabendo ao gestor local apenas a execução.
Exceto se houver elementos que desconheço, parece que os fatos não estão consistentes e o diretor neste caso não é o responsável.
HGCA II
A pergunta que se deveria fazer é: por que a Secretaria escolheu este caro mutirão em período pré-eleitoral, enquanto os hospitais viviam as condições precárias conhecidas?; como era feita a escolha de pacientes?; por que um tratamento tão moderno, se há outros de menor custo, efetivos? (aqui, já sei, responderão que queriam dar o melhor aos pacientes).