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  • Feira de Santana, quarta, 03 de junho de 2026

Emanuela Sampaio

Lesão no ligamento cruzado anterior tira craques da Copa do Mundo

03 de Junho de 2026 | 10h 42

Ortopedista do Itaigara Memorial explica sintomas, tratamento e impacto da lesão

Lesão no ligamento cruzado anterior tira craques da Copa do Mundo

Uma das maiores preocupações de atletas às vésperas de grandes competições é sofrer lesões que os afastem dos gramados. No futebol de alto rendimento, a ruptura do ligamento cruzado anterior (LCA) está entre as lesões mais temidas, principalmente pelo longo período de recuperação e pelo impacto no desempenho esportivo. Recentemente, atletas como Rodrygo, da seleção brasileira, Xavi Simons, da seleção holandesa, e o japonês Takumi Minamino ficaram fora da Copa do Mundo de 2026 após sofrerem graves lesões no joelho. 

Segundo o ortopedista especialista em joelho do Itaigara Memorial, Gustavo Azi, o LCA é uma das principais estruturas responsáveis pela estabilidade do joelho e costuma ser bastante exigido em esportes de alta intensidade, especialmente aqueles que envolvem mudanças rápidas de direção, desaceleração e impacto físico.

“A ruptura do LCA geralmente acontece em movimentos de giro, mudanças bruscas de direção ou aterrissagens inadequadas após saltos. Em muitos casos, o atleta sente um estalo no joelho, seguido de dor intensa, inchaço e sensação de instabilidade”, explica.

Além da limitação imediata, a lesão preocupa pelo longo tempo de recuperação e pelo impacto no desempenho esportivo. O diagnóstico é feito por avaliação clínica associada a exames de imagem, principalmente a ressonância magnética, que ajuda a identificar a extensão da lesão e possíveis danos associados, como comprometimento dos meniscos e da cartilagem.

Segundo Gustavo Azi, em atletas profissionais, o tratamento cirúrgico costuma ser o mais indicado para permitir o retorno seguro ao esporte de alto rendimento. Após a cirurgia, o processo de recuperação envolve fisioterapia intensiva, fortalecimento muscular, recuperação da mobilidade e recondicionamento físico.

O retorno aos gramados normalmente acontece entre nove e doze meses, podendo levar mais tempo em alguns casos. Além da recuperação física, o processo também envolve recuperação funcional e ganho de confiança para voltar ao nível competitivo anterior.

O especialista destaca ainda que a prevenção tem papel importante no futebol moderno. Protocolos específicos de fortalecimento muscular, treino neuromuscular e controle biomecânico ajudam a reduzir o risco desse tipo de lesão e fazem parte da preparação de atletas de alto rendimento.



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