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Educação

MEC lança Sisu+ para preencher vagas no ensino superior público

22 de Maio de 2026 | 17h 28
MEC lança Sisu+ para preencher vagas no ensino superior público
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Os estudantes interessados em ocupar vagas em cursos de Graduação de instituições públicas de Ensino Superior, no segundo semestre de 2026, terão mais uma oportunidade. É que o Governo Federal criou o Sisu+, etapa complementar e inédita do Sistema de Seleção Unificada (Sisu).

O Ministério da Educação (MEC) lançou o edital, com as regras e cronograma do Sisu+, nesta quinta-feira (21). A iniciativa federal visa ampliar o acesso à Educação Superior, com a ocupação de eventuais vagas disponíveis nas instituições públicas que aderiram à etapa regular do Sisu 2026.

As instituições de ensino devem ter formalizado a oferta das possíveis vagas não ocupadas na etapa regular do Sisu deste ano, por meio de um aditivo ao termo de adesão original ao Sisu 2026.

De acordo com a Secretaria de Educação Superior do MEC, o Sisu+ 2026 não representa um novo processo seletivo, e sim uma etapa complementar do Sisu 2026. Isto porque a nova etapa do processo seletivo complementar ocorre após o encerramento das convocações da lista de espera da etapa regular do Sisu 2026 e de processos seletivos próprios realizados pelas instituições participantes, como universidades públicas e institutos federais.

InscriçõesAs inscrições para o Sisu+ começam em 15 de junho e se estendem até as 23h59 do dia 19 de junho, no horário de Brasília. Para se inscrever, é necessário que os candidatos tenham participado de uma ou mais edições do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) nos últimos três anos (2023, 2024 e 2025) e que tenham concorrido a vagas na etapa regular do Sisu 2026.

Os interessados que cumprirem os requisitos previstos no edital devem se inscrever, exclusivamente, pelo Portal Único de Acesso ao Ensino Superior, na parte do Sisu. Ao acessar o sistema, deve efetuar o login da conta Gov.br. Os candidatos que participaram do Enem já têm essa conta. Em seguida, deverão ser preenchidos os dados pessoais, sociais e econômicos.

Após concluir essa etapa da inscrição, o candidato poderá escolher até duas opções de curso, indicadas como primeira e segunda opção. Em cada uma, o estudante poderá visualizar o curso escolhido, o local de oferta, a instituição de ensino, o turno, o grau, as eventuais ações afirmativas próprias da instituição (quando houver) e as modalidades de concorrência nas quais estará inscrito.

Cronograma – As inscrições permanecem abertas de 15 a 19 de junho. No dia 24 de junho, ocorrerá a divulgação da chamada regular (única), com os nomes dos pré-selecionados. O candidato poderá consultar o resultado da única chamada regular na página eletrônica do Sisu. Para quem precisar recorrer à lista de espera. o prazo para manifestação de interesse será de 24 a 26 de junho.

O processo de matrícula para os selecionados na chamada regular começará a partir de 25 de junho, seguindo o edital de cada instituição pública de ensino. A a matrícula dos convocados por meio da lista de espera terá início a partir de 1º de julho.

O processo seletivo do Sisu+ 2026 será constituído de uma única chamada regular. O Sisu considera diferentes modalidades de concorrência, que levam em conta o perfil socioeconômico dos candidatos, de acordo com a Lei de Cotas (Lei nº 12.711/2012), e também de acordo com as ações afirmativas definidas por cada instituição.

O MEC criou o Sisu+ para ser uma ferramenta mais eficiente de aperfeiçoamento da seleção de candidatos para vagas no Ensino Superior. A pasta projeta que o Sisu+ seja usado em cursos tradicionalmente com alta rotatividade, onde o estudante é admitido, mas desiste da vaga ou muda de curso, o que gera, para as universidades públicas, a necessidade da organização de sucessivas chamadas para preenchimento de vagas.

Com o Sisu+, a instituição pode adotar a estrutura automatizada do Sisu para rodar as listas de espera de forma mais rápida, garantindo que a vaga não fique ociosa. Outra vantagem apontada pelo MEC é a economia.

Isto porque as instituições de ensino que realizariam processos seletivos próprios, como vestibulares, para vagas com ingresso no segundo semestre, podem reduzir os custos administrativos e usar o sistema do Sisu para seleção dos candidatos.

Nos cursos em que sobram vagas, como licenciaturas, engenharias e demais áreas estratégicas que o país precisa desenvolver, o Sisu+ pode ampliar o acesso a essas vagas, uma vez que centraliza o que, antes, ficava disperso em dezenas de sites de universidades diferentes. Dessa forma, o processo seletivo complementar padroniza a disponibilização de vagas pelas instituições e facilita a consulta das oportunidades pelos estudantes.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

*Com informações da Agência Brasil.



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