Fazer festejo popular está cada vez mais caro, para os municípios, diante dos elevados cachês dos artistas. A Prefeitura de Feira de Santana vai investir cerca de R$ 470 mil na contratação de atrações musicais para dois dias de festa em Matinha, neste fim de semana, 7 e 8 de março. Será a 12a edição do evento, comemorativo pela data de emancipação do distrito. São R$ 235 mil por dia, sem incluir na conta outras despesas como som, iluminação, palco, segurança, serviços de saúde e outras várias estruturas bancadas pelo poder público. Tudo somado, a despesa total deve alcançar aproximadamente R$ 600 mil.
A atração mais onerosa é o cantor de arrocha Silvano Salles, R$ 200 mil. O "reggaeman" Edson Gomes vai se apresentar por R$ 160 mil. Estes são os maiores contratos de uma relação de várias outras atrações anunciadas pela Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer do Município. Ambos foram divulgados na edição de hoje do Diário Oficial Eletrônico da cidade. Outras tantas, de menor popularidade em nível regional, recebem entre 10 e 20 mil reais. O excelente grupo de samba de roda Quixabeira da Matinha, por exemplo, tem cachê de R$ 20 mil.
"O mercado (musical) inflacionou muito nos últimos anos, com prefeituras até mesmo de cidades de pequeno porte pagando alto pela contratação de artistas para as festas municipais", diz o secretário Cristiano Lobo. Os músicos conseguem cumprir a exigência legal de apresentar três notas fiscais de um mesmo valor, comprovando assim as elevadas remunerações por show.
Cristiano tem feito uma negociação com os empresários e até mesmo diretamente com os artistas, para pagar um valor menor do que o registrado nas últimas notas fiscais extraídas pelos músicos. O próprio prefeito José Ronaldo também tem feito estes contatos. Ambos tem obtido bons resultados, no sentido de economizar o recurso público.