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Dom Itamar Vian

DIREITOS DA MULHER

Dom Itamar Vian - 02 de Março de 2026 | 16h 42
DIREITOS DA MULHER
Foto: Reprodução

Celebramos, anualmente, no dia 8 de março, o Dia Internacional da Mulher. É uma data comemorativa que foi oficializada pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 1975. Data para recordar a luta das mulheres na busca de seus direitos, denunciar todas as formas de violência que são cometidas contra elas e agradecer as conquistas sociais, políticas e econômicas que obtiveram, ao longo dos anos.

EM MUITOS países, a cultura da igualdade de condições com o homem e de acesso às conquistas dos direitos humanos, ainda é um sonho para mulheres. No Brasil, a maioria das mulheres ainda enfrenta situações de desigualdade salarial, dificuldade no mercado de trabalho, acúmulo de responsabilidades familiares, vulnerabilidade social e muitos outros desafios.

OUTRA situação muito grave, no Brasil, é a violência contra a mulher, particularmente, a doméstica e o feminicídio. Essa violência é perversa, diabólica e inaceitável, quase sempre praticada por esposos, companheiros, ex-companheiros ou namorados. As Delegacias da Mulher, a Lei Maria da Penha e as conquistas na implantação de políticas públicas, garantidas pela Constituição de 1988, precisam continuar assegurando, com mais justiça, os direitos conquistados pelas mulheres.

EXISTEM, no entanto, avanços significativos e animadores, mais pela união das mulheres do que pela vontade política. Há, também, o desejo de uma nova maneira de construir a história humana – uma maneira feminina –, em que se priorize o acolhimento, o serviço, o diálogo e a paz. Elas adquiriram maior consciência de seu estado e passaram a se empenhar na luta pela igualdade de direitos e pela sua dignidade.

O PAPA Francisco, em diversas oportunidades, se manifestou sobre a missão da mulher na sociedade e na Igreja: “Deus criou a mulher para que todos nós tivéssemos uma mãe. Sem ela, não há harmonia e o mundo não seria bonito, não seria harmonioso. Explorar as pessoas é um crime muito grave, mas explorar uma mulher é um crime ainda pior, porque é destruir o amor, a ternura e a misericórdia que Deus tem por nós. Agradeço a todas as mulheres que procuram construir uma sociedade mais humana e acolhedora”.

DESEJO, finalmente, prestar uma homenagem a três mulheres corajosas que conheci e são uma referência em minha vida: Madre Tereza de Calcutá (1910-1999), Santa Dulce dos Pobres (1914-l992) e Dra. Zilda Arns (1934-2010). Essas mulheres, completamente esquecidas de si, promoveram e defenderam a vida de crianças, doentes, pessoas idosas e gente jogada no lixo da vida. Elas engrandeceram o gênero humano e me ensinaram que a alegria de servir aos mais necessitados é nossa maior recompensa. Obrigado a ti, mulher!

 




 

 

*Dom Itamar Vian é Arcebispo Emérito de Feira de Santana ([email protected]). 



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