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  • Feira de Santana, domingo, 22 de fevereiro de 2026

Política

Presidente da Câmara e líder do Governo rechaçam hipótese de Ronaldo apoiar Jerônimo

Valdomiro Silva - 20 de Fevereiro de 2026 | 15h 23
Presidente da Câmara e líder do Governo rechaçam hipótese de Ronaldo apoiar Jerônimo
Fotos: Divlugação - Câmara Municipal de Feira

Se depender das lideranças que o acompanham, José Ronaldo não deverá mudar de rota, nas eleições deste ano, deixando a direita e o candidato do grupo ao Palácio de Ondina, ACM Neto, para apoiar a reeleição do governador Jerônimo Rodrigues. É o que se pode constatar junto aos próprios apoiadores do prefeito de Feira de Santana.

Conversamos com vários deles, alguns permitindo que sejam identificados, outros pedindo reserva. Não houve um, sequer, que tenha se manifestado favoravelmente à guinada mais radical da trajetória política do mandatário municipal, eleito impressionantes cinco vezes para o cargo.

Um dos principais, fiéis e históricos aliados de Ronaldo, o líder do Governo na Câmara, José Carneiro, afirma ter "certeza absoluta" de que o chefe do Executivo "não irá abandonar a coerência que o acompanha ao longo de todos esses anos". Terminantemente contrário à ideia de vinculação do amigo e líder "ao petismo", o vereador diz que o prefeito "jamais foi um adesista".

Entende que  Ronaldo  não deve "jogar fora" a imagem do homem público que se mantém no mesmo lugar, independentemente de vantagens políticas que lhe possam ser oferecidas. 

Imagina que a adesão à candidatura petista iria "macular a bela história construída pelo prefeito". Do mesmo modo, não crê em renúncia do prefeito, pela segunda vez e em pleno início de mandato, "deixando de lado o compromisso feito com o eleitor que votou nele", de cumprir os quatro anos completos. Caso venha a fazer a "portabilidade", avalia José Carneiro, seriam grandes as dificuldades dele, para atrair seus liderados ao novo time. "Todos (os aliados do prefeito) somos de direita, que não admitimos apoiar o PT em hipótese alguma". O vereador não disse, mas é fácil de concluir que um desses a negar participar do novo grupo seria ele próprio.

Para o presidente da Câmara de Feira de Santana, Marcos Lima, mais um ronaldista de longa data, o prefeito deverá "manter a coerência com sua história de vida pública, de seguir sempre uma mesma linha, respeitando as lideranças a ele vinculadas, aqui e na região". O influente vereador reforça o raciocínio do colega José Carneiro sobre as caracerísticas desses aliados, "todos de direita, centro-direita e até extrema direita", que não o acompanhariam em direção ao PT.

José Ronaldo faz "trabalho institucional" junto ao governador, opina o presidente da Casa da Cidadania, "o que não quer dizer que tenha de se aliar a Jerônimo".  

Segundo Marcos Lima, o prefeito ainda tem muito tempo pela frente, mas "inegavelmente está mais próximo o fim da carreira política", sendo negativo para sua imagem uma mudança partidária e ideológica radical, nesta altura: "mostraria que estaria pensando apenas nele próprio".

Vice-líder governista na Câmara e igualmente "fiél escudeiro" do prefeito, o vereador Lulinha, tão veterano de Legislativo quanto José Carneiro, seu vizinho do bairro Conceição,  reprovaria, peremptoriamente, uma aliança de Ronaldo com Jerônimo: "não vejo o menor sentido". Ele também não acredita que Ronaldo possa se lançar candidato a vice-governador, depois de "tanto ter lutado pela aprovação de financiamentos que vão lhe permitir fazer grandes obras em Feira de Santana, marcando ainda mais o seu nome na história da cidade".

Lulinha entende que Ronaldo faz o "jogo político" correto, ao aproximar-se do governador institucionalmente, na medida em que a cidade precisa de recursos e o Estado é importante nesse contexto. O prefeito, ele analisa, "inteligentemente, mantém uma boa relação com o Jerônimo, em busca de apoio a grandes projetos municipais para o povo feirense".


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