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Centro de Referência Maria Quitéria já atendeu mais de 4 mil mulheres, este ano, em Feira

05 de Junho de 2024 | 13h 37
Centro de Referência Maria Quitéria já atendeu mais de 4 mil mulheres, este ano, em Feira
Foto: Izinaldo Barreto

O Centro de Referência Maria Quitéria (CRMQ), equipamento mantido pela Prefeitura Municipal de Feira de Santana (PMFS), tem sido referência em acolhimento para mulheres em situação de violência doméstica.

De acordo com o governo, em 2024, o CRMQ alcançou mais de 4.635 mulheres atendidas, oferecendo um porto seguro e a chance de um recomeço digno. Entre as ações realizadas, estão o Programa Acolhe e a Casa Abrigo, que garantem proteção e acompanhamento especializado às vítimas.

O Programa Acolhe, fruto da parceria entre o CRMQ e a Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres (SMPM), oferece rede hoteleira credenciada para mulheres vítimas de violência doméstica. A iniciativa visa garantir um local seguro, durante um período de até 30 dias, enquanto a situação da mulher é regularizada.

Ivone Nobre, coordenadora Centro de Referência Maria Quitéria, explica que, através do Programa Acolhe, são disponibilizados “hospedagem, auxílio para aluguel social, benefícios de passagem e todo o suporte necessário para que a mulher possa se reerguer e retomar sua vida".

Casa AbrigoJá as mulheres em situação de risco iminente de morte, contam com a Casa Abrigo, um refúgio cujo endereço é mantido sob estrito sigiloso e que oferece segurança às vítimas. A unidade acolhe as mulheres por até 180 dias, disponibilizando equipe multidisciplinar especializada para atender às necessidades das vítimas. "A Casa Abrigo garante um ambiente seguro e protegido para mulheres que sofreram violência doméstica e estão em situação de extrema vulnerabilidade. Aqui, elas recebem apoio psicológico, jurídico e social, além de acompanhamento durante todo o processo de reconstrução de suas vidas", assegura a gestora.

Importância da denúnciaO CRMQ reforça a importância da denúncia como primeiro passo para romper o ciclo da violência. Mulheres vítimas de violência podem buscar ajuda no centro, que funciona, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, sem intervalos. O atendimento é realizado por ordem de chegada ou por encaminhamento de outros órgãos.



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