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Geral

Carroceiros fazem manifestação em frente à prefeitura de Feira

17 de Janeiro de 2024 | 12h 36
Carroceiros fazem manifestação em frente à prefeitura de Feira
Foto: Paulo José/Acorda Cidade

Após a promulgação de uma lei que estabelece medidas para a retirada de veículos de tração animal (VTAs) das vias públicas de Feira de Santana, um grupo de carroceiros realizou uma manifestação na manhã desta quarta-feira (17) em frente à prefeitura municipal, buscando um posicionamento sobre a suspensão da prática.


Com cerca de 71 carroças, o grupo protestou percorrendo diversas avenidas do município. Cleisemara Pereira Freitas, esposa de um carroceiro, destacou o objetivo da manifestação em entrevista ao Acorda Cidade. Ela ressaltou que o grupo também planeja ir à Câmara Municipal em busca de respostas.


"Meu marido é carroceiro há mais de 30 anos, criou nossos três filhos na carroça, que hoje são homens de bem. Através do dinheiro da carroça, vivemos. Pagamos aluguel por muitos anos. Decidimos fazer a manifestação para chamar a atenção dos políticos de Feira de Santana, que só visam recolher e receber impostos, sem se importar com quem faz a cidade movimentar, nós, o povo que precisa trabalhar, viver. A única profissão que temos é a de carroceiro, e há um projeto na Câmara dizendo que vai acabar com a profissão exercida há mais de 230 anos. Estamos tentando contato para que venham até nós explicar por que essa lei foi criada e a favor de quem será essa lei. Vamos sair daqui e ir para a Câmara", afirmou Cleisemara.


Wilson Santos Pereira, carroceiro há mais de 40 anos, reforçou que o encontro surgiu com a iniciativa de buscar os direitos da categoria.


"Tenho 40 anos como carroceiro. Precisamos lutar para ganhar o pão de cada dia, somos pais de família, trabalhadores e precisamos dos nossos direitos. Sabemos fazer mais coisas, mas o foco é esse trabalho. Queremos nossos direitos. Queremos a liberdade de transitar com nossa carroça, assim como as motos transitam. Queremos esse direito", pontuou Wilson.


O carroceiro Lafaete Gonçalves também expressou seu repúdio contra a lei que suspende a prática da carroceria em Feira de Santana. Ele concluiu que o sustento da família vem através desse trabalho.


"Criei meus filhos com a carroça, muita gente nos oferece cestas básicas, e quem tem uma família não quer ficar só ganhando cestas básicas. Feira de Santana foi construída em cima de carroça. Tenho quatro filhas e seis netos; minhas filhas hoje trabalham, mas cresceram tudo por conta do meu animal. A gente sai, cuida dos nossos bichinhos e chega satisfeito em casa e vai levando a vida. A Câmara não quer que a gente trabalhe. Quase nenhum de nós ganha auxílio. Precisamos dos nossos direitos para garantir o nosso pão de cada dia", concluiu Lafaete.

 

 


As informações são do site Acorda Cidade.



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