Um gato-maracajá foi reintroduzido à natureza, nesta
segunda-feira (11), na reserva do Projeto Sergipe, em Jandaíra, cidade
localizada na divisa com a Bahia. O felino da espécie Leopardus wiedii tem status de espécie quase ameaçada de extinção, conforme
a União Internacional para a Conservação da Natureza.
De hábito solitário e noturno, esse pequeno gato selvagem é nativo
da América Central e da América do Sul. Ele vive em florestas primárias perenes
(que não perde suas folhas ao longo do ano) e decíduas (que perde suas folhas
no outono), alimentando-se, sobretudo, de aves, roedores e marsupiais. No
Brasil, é possível encontrá-lo na Mata Atlântica e na Amazônia.
Até a década de 1990, os gatos-maracajá eram caçados,
ilegalmente, para venda como animais de estimação, o que levou a uma brusca
redução populacional da espécie. Em 2008, ele foi listado como “Quase Ameaçado”
na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos
Recursos Naturais (IUCN), porque a população está em declínio, em função do
desmatamento.
OUTRAS ESPÉCIES – A equipe responsável pela soltura do
gato-maracajá também devolveu, no mesmo dia, outros 14 animais à natureza. Seis
jiboias, quatro sariguês, dois gaviões-carcarás, um ouriço-preto e um cachorro
do mato foram reintroduzidos ao habitat natural na região da reserva, que fica
na área de conservação ambiental da Bracell, empresa brasileira que se tornou uma
das maiores produtoras de celulose solúvel e celulose especial do mundo.
De acordo com o g1 BA, antes, os animais passaram por um
processo de reabilitação, no Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) de
Salvador, órgão vinculado à Secretaria de Meio Ambiente da Bahia.
Além do Projeto Sergipe, a Bracell tem outras duas reservas
na Bahia: o Projeto Cachoeira, no município de Entre Rios; e a Reserva
Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Lontra, na divisa de Entre Rios com Itanagra.
Nos três locais, cerca de 700 animais já foram devolvidos ao seu habitat
natural.
A soltura permite não apenas a reprodução da espécie, mas também a proteção dos animais, uma vez que, nesta áreas, a caça e o desmatamento são proibidos.