O policial militar Erivelton Silva Pereira de Queiroz, que responde por homicídio qualificado, teve seu pedido de habeas corpus negado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão foi publicada nesta segunda-feira (9).
Queiroz é acusado de matar Nielson Souza Guimarães, irmão de Aroldo Guimarães, com quem teria se desentendido por causa de uma ocorrência de som alto. O crime ocorreu em setembro de 2016, na Vila ACM, em Mundo Novo, na Bahia.
Segundo o processo, Queiroz estava de serviço na noite anterior ao homicídio e foi chamado para atender a uma denúncia de som alto no local conhecido como oral de Mundo Novo. Ao chegar lá, ele e sua guarnição pediram a Aroldo que desligasse o som, mas ele se recusou e fugiu após uma discussão.
No dia seguinte, o PM Queiroz voltou ao local em seu carro particular e abordou um homem, perguntando se ele era Aroldo. O homem disse que era seu irmão, mas Queiroz não acreditou e disparou contra ele com um revólver. Nielson Souza Guimarães foi atingido na cabeça, no pescoço, no ombro e na mão e morreu no local.
Queiroz também é investigado por outro homicídio, ocorrido em agosto de 2018, quando teria matado um suposto traficante chamado Marcos Vinícius em um suposto confronto. Ele foi preso em fevereiro de 2019, por suspeita de atrapalhar as investigações.