Ligações clandestinas de água aumentaram quase 18%, no
primeiro semestre deste ano, em comparação a todo o ano passado, em Feira de
Santana, segunda maior cidade da Bahia.
De acordo com a Empresa Baiana de Águas e Saneamento
(Embasa), foram a quantidade de água furtada daria para abastecer uma cidade de
cerca de 20 mil habitantes, pelo período de seis meses.
A Embasa detalhou que já foram identificadas 1.277 ligações ilegais
a mais do que em 2022. Somente no primeiro semestre de 2023, a empresa
constatou 8.392 casos de clandestinidade no município. Durante todo o ano
passado, foram 7.115 casos.
De acordo com o g1 BA, a gerente comercial da Embasa, Salen
Brito, informou que, ao identificar a ligação clandestina, a empresa faz uma
autuação administrativa para o cliente e uma multa é aplicada. O valor é
calculado com base no período em que a fraude ficou ativa. "Fazemos o
cálculo da multa e, posteriormente, a gente faz a aplicação dela. O cliente
recebe a multa na fatura", destacou.
A gestora salienta que as fraudes no sistema de água
prejudicam o abastecimento total da localidade. "Quem está com a ligação
irregular, não tem consumo consciente, porque não vai pagar por aquele volume.
Diante disso, ela acaba consumindo de forma irrestrita e isso pode prejudicar o
abastecimento local", observou.
Realizar e se utilizar de ligação clandestina de água é crime,
com punição prevista no Código Penal Brasileiro. Quem for flagrado cometendo
este tipo de ilicitude pode ser indiciado por furto qualificado e pegar pena de
reclusão, que varia de 2 a 8 anos, além de ser multado.