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Falta de recursos pode levar prefeitura a realizar São João menor e mais tradicional, em 2022, diz Colbert Martins

13 de Abril de 2022 | 11h 48
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Falta de recursos pode levar prefeitura a realizar São João menor e mais tradicional, em 2022, diz Colbert Martins
Foto: Ney Silva/Acorda Cidade
Feira de Santana pode ter São João menor e voltado às tradicionais raízes do forró. Isto por que, segundo o prefeito Colbert Martins Filho, não há recursos para a realização de uma festa de grande porte. Nesta quarta-feira (13), o gestor disse que, caso consiga verba do Governo do Estado, poderá promover a contratação de trios de forró pé-de-serra para 2022.

Em entrevista ao Acorda Cidade, Colbert Filho enfatizou que não será possível realizar uma festa nos mesmos moldes que as cidades vizinhas, a exemplo de Cruz das Almas, Santo Antônio de Jesus e Senhor do Bonfim. “Não terá a questão de colocar palco, porque, pra isso, tem que ter a infraestrutura. A prefeitura, se for o caso, trará as boas lembranças do São João, com os trios de forró. Espero que o Governo do Estado aja, porque, até agora, não agiu. Atrações nacionais não teremos, porque a Câmara de Vereadores tirou esses recursos. Vamos fazer um forró pé-de-serra. Agora, estrutura com palco, isso aí não vamos poder fazer”, frisou.

Conforme o prefeito, o Município vai concorrer ao edital do governo baiano. “O Governo do Estado disse que vai abrir um edital e, mais uma vez, vamos concorrer. Há muitos anos, não mandam um centavo para Feira de Santana”, criticou.

Colbert lembrou, ainda, que Feira de Santana tem um foco festivo diferente das outras cidades da região. Segundo o prefeito, enquanto os municípios vizinhos se programam para o São João, Feira têm como foco principal a Micareta, que, este ano, poderá acontecer em setembro. “O caro não são os trios de forró. O que é mais caro, numa contratação dessas, são as estruturas e, para isso, não há recursos. A micareta de Cruz das Almas, Santo Antônio de Jesus será quando? Eles não têm, o foco deles é o São João, assim como Senhor do Bonfim. A maior festa que Feira tem é a Micareta e, se tivermos que apostar em algo, será no que é mais forte para a cidade”, comparou.

O gestor também lamentou os cortes no orçamento da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Lazer (Secel). Segundo ele, isto pode inviabilizar até mesmo a Micareta. “A Câmara de Vereadores cortou as verbas para realização de micaretas. Tínhamos, na Secretaria de Cultura, em torno de R$ 12 milhões e, hoje, temos R$ 9 milhões, sendo que a última Micareta que aconteceu em Feira custou em torno de R$ 7 milhões. Então, não temos dinheiro para fazer tudo. Não tem patrocínios abertos, nesse momento, e, se tivermos que optar, vamos optar pela maior festa que Feira tem. A cidade é conhecida pela Micareta, é o forte da nossa cidade”, justificou.



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