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Morre o advogado e jornalista Helder Alencar, ex-procurador jurídico da Uefs

09 de Fevereiro de 2022 | 11h 46
Morre o advogado e jornalista Helder Alencar, ex-procurador jurídico da Uefs
Foto: Edvan Barbosa/Uefs

Uma das personalidades mais influentes e queridas da sociedade feirense, o advogado, jornalista e historiador Hélder Loyola Guimarães de Alencar faleceu, na madrugada desta quarta-feira (9), aos 76 anos. Servidor público por quase 40 anos, atuou boa parte de sua carreira como procurador jurídico da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs).

Dr. Hélder, como era chamado, dedicou-se quase que exclusivamente à instituição, que sempre contou com sua presença nas decisões mais importantes, significativas e difíceis, ao longo dos 39 anos que comandou o setor, como ressalta a reitora em exercício, professora Amali Mussi. "Nossa instituição está em luto, em respeito e admiração por toda uma trajetória. Dr. Hélder não passou pela Uefs, ele ajudou a construir e a consolidar essa instituição. Seu legado permanece e a sua presença se eterniza na Uefs", destacou.

Reconhecido por todos por sua inteligência, sobriedade, honradez e imparcialidade, Dr. Hélder foi um verdadeiro exemplo de profissionalismo, como fazem questão de ressaltar todos que conviveram com ele. Em 2020, primeiro ano da pandemia de Covid-19 no Brasil, ele encerrou seu ciclo na Uefs, deixando a instituição em função da extinção do cargo de procurador nas autarquias estaduais.

Autor de vários artigos da área de direito, também atuou na imprensa, tendo sido editor-chefe do extinto jornal Feira Hoje. À frente da redação do periódico de maior circulação local, que foi extinto em 1997, ele formou e inspirou gerações de jornalistas.

Edson Felloni Borges, atual secretário Municipal de Comunicação, lembrou que ingressou no jornalismo graças a uma oportunidade concedida por Dr. Hélder. "Jamais deixarei de lembrar que a grande chance de me tornar jornalista foi proporcionada por Hélder, no extinto jornal Feira Hoje. Tive a honra de trabalhar com ele e também de me tornar um amigo nas horas de lazer. Uma grande figura", disse o gestor.

Na gestão municipal, Hélder Alencar trabalhou como chefe de gabinete do Governo João Durval, entre os anos de 1967 e 1971. Ele deixa esposa, filhos e netos. O enterro está programado para às 14h de hoje, no Cemitério Piedade. Não haverá velório, em virtude dos protocolos sanitários contra a Covid-19.

Em pesar pela morte do servidor público, a Uefs e a Prefeitura Municipal de Feira de Santana (PMFS) decretaram luto oficial. "Hélder Alencar era uma das pessoas mais respeitadas de Feira de Santana, não apenas pelo caráter, mas também pelos serviços prestados à nossa terra. Muito lamentável a sua morte, a família merece toda a nossa solidariedade", destacou o prefeito Colbert Martins Filho.

Neto do professor e pesquisador Gastão Guimarães, que dá nome a um dos mais importantes colégios de Feira de Santana, Hélder Alencar também exerceu uma função no Ministério da Educação, na gestão do feirense Eduardo Portella.

Em 2020, foi homenageado com o lançamento do sexto volume da Coleção E-book’s Jurídicos, intitulado Lineamentos Hermenêuticos de Julgados do STF, com o tema Estudos em Homenagem a Hélder Loyola Guimarães de Alencar, produzido por professores de Direito da Uefs.

Hélder Alencar também foi o autor do livro 31 anos de micareta, lançado em 1968 e relançado em agosto de 2011, pela Fundação Senhor dos Passos, em parceria com a Fundação Cultural Municipal Egberto Tavares Costa.



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