Uma das personalidades mais influentes e queridas da sociedade feirense,
o advogado, jornalista e historiador Hélder Loyola Guimarães de Alencar
faleceu, na madrugada desta quarta-feira (9), aos 76 anos. Servidor público por
quase 40 anos, atuou boa parte de sua carreira como procurador jurídico da Universidade
Estadual de Feira de Santana (Uefs).
Dr. Hélder, como era chamado, dedicou-se quase que
exclusivamente à instituição, que sempre contou com sua presença nas decisões
mais importantes, significativas e difíceis, ao longo dos 39 anos que comandou
o setor, como ressalta a reitora em exercício, professora Amali Mussi. "Nossa
instituição está em luto, em respeito e admiração por toda uma trajetória. Dr.
Hélder não passou pela Uefs, ele ajudou a construir e a consolidar essa
instituição. Seu legado permanece e a sua presença se eterniza na Uefs",
destacou.
Reconhecido por todos por sua inteligência, sobriedade,
honradez e imparcialidade, Dr. Hélder foi um verdadeiro exemplo de profissionalismo,
como fazem questão de ressaltar todos que conviveram com ele. Em 2020, primeiro
ano da pandemia de Covid-19 no Brasil, ele encerrou seu ciclo na Uefs, deixando
a instituição em função da extinção do cargo de procurador nas autarquias
estaduais.
Autor de vários artigos da área de direito, também
atuou na imprensa, tendo sido editor-chefe do extinto jornal Feira Hoje. À frente
da redação do periódico de maior circulação local, que foi extinto em 1997, ele
formou e inspirou gerações de jornalistas.
Edson Felloni Borges, atual secretário Municipal de
Comunicação, lembrou que ingressou no jornalismo graças a uma oportunidade concedida
por Dr. Hélder. "Jamais deixarei de lembrar que a grande chance de me tornar
jornalista foi proporcionada por Hélder, no extinto jornal Feira Hoje. Tive a
honra de trabalhar com ele e também de me tornar um amigo nas horas de lazer.
Uma grande figura", disse o gestor.
Na gestão municipal, Hélder Alencar trabalhou como chefe de
gabinete do Governo João Durval, entre os anos de 1967 e 1971. Ele deixa
esposa, filhos e netos. O enterro está programado para às 14h de hoje, no Cemitério Piedade. Não haverá velório, em
virtude dos protocolos sanitários contra a Covid-19.
Em pesar pela morte do servidor público, a Uefs e a
Prefeitura Municipal de Feira de Santana (PMFS) decretaram luto oficial. "Hélder
Alencar era uma das pessoas mais respeitadas de Feira de Santana, não apenas
pelo caráter, mas também pelos serviços prestados à nossa terra. Muito
lamentável a sua morte, a família merece toda a nossa solidariedade", destacou
o prefeito Colbert Martins Filho.
Neto do professor e pesquisador Gastão Guimarães, que dá nome
a um dos mais importantes colégios de Feira de Santana, Hélder Alencar também exerceu uma
função no Ministério da Educação, na gestão do feirense Eduardo Portella.
Em 2020, foi homenageado com o lançamento do sexto volume da
Coleção E-book’s Jurídicos, intitulado Lineamentos
Hermenêuticos de Julgados do STF, com o tema Estudos em Homenagem a Hélder Loyola Guimarães de Alencar,
produzido por professores de Direito da Uefs.
Hélder Alencar também foi o autor do livro 31 anos de micareta, lançado em 1968 e
relançado em agosto de 2011, pela Fundação Senhor dos Passos, em parceria com a
Fundação Cultural Municipal Egberto Tavares Costa.