A Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor
(Procon) de Feira de Santana conciliou 2.137 das 5.351 queixas presenciais,
registradas entre janeiro e dezembro deste ano, tendo uma taxa de
resolutividade de 39%.
Em média, 8 a 10 audiências de conciliação foram feitas por
dia, durante o período. Sem o acordo, a empresa fica inscrita na dívida ativa
do município, o que gera uma série de impedimentos.
Na avaliação do superintendente do órgão, Maurício Carvalho,
a conciliação evita a sobrecarga no Poder Judiciário, além de assegurar o
direito do consumidor em tempo hábil. "As demandas dos consumidores foram
solucionadas por meio da nossa mediação, o que evitou sobrecarga de processos
judiciais. Se não houvesse o Procon, o processo se tornaria mais longo e,
muitas vezes, sem solução", observou.
Em 2021, capacitações
e treinamentos foram ministrados aos funcionários do Procon, como
forma de melhorar o diálogo com as empresas e, assim, alcançar maior eficácia
na solução das denúncias.
Maurício Carvalho destacou, ainda, a atuação das
fiscalizações, que fizeram valer o direito do consumidor. Ele ressaltou que 2.095
operações foram realizadas este ano, dentre elas, 969 pela Fiscalização
Preventiva Integrada (FPI). As ações garantiram o cumprimento dos decretos de
restrição para controle da Covid-19.
O órgão também implantou o posto avançado no Shopping Popular Cidade das Compras, oferecendo
localização privilegiada e facilitando o acesso à realização de denúncias. O
Procon dispõem também, de aplicativo, nas plataformas iOS e Android, que
oferece a possibilidade de agendar o atendimento na sede do órgão e realizar
denúncias.
Outros investimentos foram feitos, como a realização da campanha "Procon tá on", que
oferece uma série de vídeos curtos, orientando o consumidor em diversas
situações do cotidiano. Em parceria com a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL),
foram confeccionados mil exemplares do Código de Defesa do Consumidor, para
serem distribuídos durante as visitas educativas.
Com todas essas ações e iniciativas, o superintendente
Maurício Carvalho acredita que desvios estão sendo punidos. "Este ano, a
arrecadação aumentou 44%, em comparação ao mesmo período do ano passado. Isso
significa que estamos punindo quem infringe a lei, garantindo o direito do
consumidor. Esse recurso retorna para manter as despesas administrativas da
autarquia", enfatizou.