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Na Índia, primeiro compromisso de Lula é a cúpula sobre Inteligência Artificial

18 de Fevereiro de 2026 | 16h 55
Na Índia, primeiro compromisso de Lula é a cúpula sobre Inteligência Artificial
Foto: Ricardo Stuckert/PR

Com o objetivo de participar da cúpula sobre o impacto da inteligência artificial (IA) no mundo e cumprir outros compromissos políticos, o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), desembarcou, nesta quarta-feira (18), em Nova Délhi, capital da Índia.

A presença de Lula no país asiático partiu de um convite do premier Narendra Modi. O primeiro compromisso do governante brasileiro em solo indiano será nesta quinta-feira (19), quando deve discursar durante a plenária de alto nível, ao lado de outros chefes de Estado e grandes executivos do setor. O evento começou na última segunda-feira (16).

O evento dará sequência ao chamado "processo de Bletchley", uma série de reuniões intergovernamentais sobre segurança, governança e colaboração global em Inteligência Artificial. Dentre as temáticas, estão assuntos relacionados a fontes de recursos para a democratização da tecnologia, bem como seu uso para empoderamento social, inovação e desenvolvimento social. Esta é a primeira vez que um presidente brasileiro comparecerá a um evento global de alto nível sobre IA.

Na próxima sexta-feira (20), o Governo do Brasil realizará o evento paralelo chamado IA para o bem de todos, que var tratar das perspectivas brasileiras para o futuro da Inteligência Artificial. O encontro contará com a presença de ministros de Estado, representando as pastas de Ciência, Tecnologia e Informação; Gestão e Inovação nos Serviços Públicos; Educação; Saúde; e Comunicações.

Em seu atual mandato, esta é a segunda viagem de Lula à Índia, que também ocorre em retribuição à visita do primeiro-ministro indiano ao Brasil, em julho de 2025, durante a Cúpula do Brics, agrupamento formado por 11 países membros (Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã) e que serve como foro de articulação político-diplomática de países do Sul Global e de cooperação nas mais diversas áreas.

Por meio de nota, o Palácio do Planalto destacou que “a agenda representa novas oportunidades de cooperação bilateral, especialmente em termos econômicos, turísticos, agrícolas, energéticos e sustentáveis”.

Agenda bilateral – Brasil e Índia mantêm parceria estratégica desde 2006 e, durante a visita, devem ser firmados pactos sobre terras raras e minerais críticos. Também está prevista a assinatura da declaração Brasil-Índia sobre parceria digital para o futuro.

A visita é vista como uma oportunidade para o reforço político às negociações de ampliação do acordo de comércio Mercosul-Índia, além de oficializar o novo prazo de validade de vistos de negócios e turismo, de cinco para dez anos, entre os países.

Também são esperados avanços nas colaborações entre a Embraer, uma das líderes mundiais da indústria aeroespacial, e a indiana Adani Defense & Aerospace, uma das empresas que lideram o setor aeroespacial indiano.

No ano passado, a Índia foi o quinto maior parceiro comercial do Brasil, com corrente de comércio estimada em US$ 15,2 bilhões. Atualmente, a Índia é o 10º destino das exportações do Brasil. Entre os produtos mais exportados estão: óleos brutos de petróleo; açúcares e melaços; gorduras e óleos vegetais; e minério de ferro.

De acordo com o Palácio do Planalto, as relações entre Brasil e Índia passam por um momento de ascensão, sustentadas por complementaridades econômicas e tecnológicas. Um dos acordos firmados durante a visita de Narendra Modi ao Brasil, em 2025, foi o conjunto de estruturas de relações bilaterais de cinco pilares prioritários para os próximos dez anos: defesa e segurança; segurança alimentar e nutricional; transição energética e mudança de clima; transformação digital e tecnologias emergentes; e parcerias industriais.

Além disso, a Índia é uma potência farmacêutica e de tecnologia em saúde. Em função disso, devem ser firmados acordos no setor, com a finalidade de atrair investimentos. Também de fomentar o acesso a novos medicamentos e a pesquisa.

Lula e Narendra Modi têm posições coincidentes na pauta internacional, devendo firmar documento sobre desafios ao multilateralismo e ao comércio internacional; mudanças no Conselho de Segurança das Nações Unidas; e a situação de Gaza.

No país asiáticos, Lula participará, ainda, da inauguração do escritório da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). A instituição está organizando um fórum empresarial que já conta com a participação de mais de 300 empresários brasileiras, de setores como agropecuário, saúde, tecnologia, minérios, alimentos e fármacos.

Coreia do Sul – Lula marca presença em Nova Délhi até o sábado (21). De lá, segue viagem para a Coreia do Sul. Entre os dias 22 e 24 de fevereiro, o chefe de Estado brasileiro se reunirá com o presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, e com executivos de grandes empresas do país asiático. Também está previsto um fórum empresarial com cerca de 230 empresários brasileiros.

Com esta viagem, o governo brasileiro pretende ampliar o comércio entre os dois países. Para tanto, deve ser assinado o Plano de Ação Trienal 2026-2029, que visa elevar o nível do relacionamento entre os países para uma parceria estratégica. As ações devem alavancar negócios em áreas como agricultura, desenvolvimento agrário, aviação, comércio, saúde, cooperação financeira, cosméticos, fármacos, ciência e tecnologia.

Em 2025, o comércio bilateral Brasil-Coreia do Sul chegou a US$ 10,8 bilhões. O país ocupa o 13º lugar de destino das exportações brasileiras. Dentre os principais itens vendidos, estão: óleos brutos de petróleo, minério de ferro, farelos de soja, álcool e café não torrado.

 

 

 

 


 


 

*Com informações da Agência Brasil.



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