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Valdomiro Silva

Após questionamentos da Tribuna, Veritá dá detalhes de como pesquisou prefeitos

VALDOMIRO SILVA - 18 de Fevereiro de 2026 | 14h 26
Após questionamentos da Tribuna, Veritá dá detalhes de como pesquisou prefeitos
Foto: Facebook Instituto Veritá


Esta Tribuna tem por tradição aprofundar a apuração dos conteúdos que divulga, em respeito aos seus leitores, que merecem e desejam tudo muito bem esclarecido. Dias atrás, divulgamos o resultado de uma pesquisa, realizada pelo conhecido Instituto Veritá, de Urberlândia, Minas Gerais, com a avaliação do primeiro ano de mandato dos prefeitos de 23 cidades brasileiras não capitais. José Ronaldo, de Feira de Santana, obteve uma classificação considerada de razoável para boa. Ficou fora do top 5, exatamente no meio da tabela, em 11 lugar.  Misturadas todas as cidades, interioranas e capitais, total de 49, o gestor feirense ficaria na 20a posição, também considerada intermediária. Fosse a Princesa do Sertão uma 27a capital, o prefeito feirense teria um destaque maior, precisamente o 10o  lugar.

A pesquisa das capitais, realizada no final de 2025, tem detalhes de sua metodologia publicados no portal do Veritá. Diferentemente da que envolveu os municípios do interior, feita, em campo, no longo período de 13 de janeiro a 11 de fevereiro (quase um mês!), que não explicava uma série de possíveis questionamentos. Solicitamos então, pelas redes sociais, que o  instituto enviasse várias informações complementares. Nesta quarta-feira, recebemos a resposta.

Explica a organização que o levantamento aconteceu nas 23 maiores cidades do Brasil, excluindo as capitais estaduais, com o objetivo de avaliar a percepção dos moradores sobre os serviços prestados pela cidade e sobre a gestão municipal, incluindo nota para o prefeito e indicador de aprovação ou desaprovação da administração.

O universo da pesquisa é formado por eleitores com 16 anos ou mais, residentes nos municípios pesquisados, que declaram ter o domicílio eleitoral registrado na própria cidade avaliada (ou seja, votam no município pesquisado). A amostra teve 14 mil "entrevistas estruturadas, com questionário alinhado aos objetivos do estudo, estruturado com 77 perguntas, padronizado para aplicação uniforme em todas as cidades do recorte".

De natureza quantitativa, a pesquisa teve entrevistas conduzidas por meio de uma unidade automatizada de respostas, com tecnologia de reconhecimento de voz e transcrição de áudio para texto, utilizando questionário eletrônico desenvolvido especificamente para este trabalho. Os entrevistados atribuíram notas de 0 a 10 para 51 serviços relacionados ao dia a dia da cidade, ao prefeito (0 a 10), e informaram se aprovam ou desaprovam a gestão atual.

A amostra, informa o instituto, foi definida com base em fontes oficiais e parâmetros demográficos e eleitorais, garantindo proporcionalidade e representatividade por sexo, faixa etária e distribuição geográfica dentro de cada município, permitindo comparação entre cidades no mesmo recorte. Margem de erro: 3%.

O controle de qualidade dos questionários passa, após a coleta, por "filtros de consistência e checagens de validação. Foi realizada supervisão do processo e procedimentos de verificação para assegurar a correta aplicação do questionário e a integridade das entrevistas".

O recorte, diz o Veritá, integra um mapeamento nacional em etapas. Ao final do ciclo completo, é consolidado um ranking nacional dos prefeitos e um raio-x comparativo da percepção dos moradores sobre os serviços municipais e a condução da gestão pública nas maiores cidades do país. 



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