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  • Feira de Santana, quinta, 19 de fevereiro de 2026

André Pomponet

Ritmos juninos preencherão a lacuna da Micareta?

André Pomponet - 19 de Fevereiro de 2026 | 11h 54
Ritmos juninos preencherão a lacuna da Micareta?
Foto: Reginaldo Cavalcante - PMFS

Acabou o Carnaval e, em 2026, os feirenses disporão de mais tempo para dedicar-se à preparação para as festas juninas e para o forró. Afinal, a Micareta – o Carnaval de Abril que sacudia o Brasil – foi transferida para o mês de novembro. Trata-se de uma mudança histórica, – e drástica – pois a tradicional folia aconteceu, desde 1937, em abril e, excepcionalmente, no começo de maio.

Há quem enxergue na mudança a oportunidade de oxigenar a festa; outros, tradicionalistas, discordam, veem na alteração o sepultamento definitivo da folia, que perdeu muito do seu encanto nas últimas décadas. O assunto é espinhoso e sentenças mais abalizadas só serão possíveis em novembro, quando a Micareta acontecer.

Mas o fato é que, em abril, sem a Micareta, haverá um hiato festivo. A Páscoa será em meados de março e, no mês seguinte, o setor de entretenimento na Feira de Santana enfrentará um período árido. Afinal, abril abrigava as tradicionais festas pré-micaretescas, as feijoadas e os festivos ensaios preparatórios para a folia.

Como a lacuna vai ser preenchida? Obviamente, supõe-se, com a antecipação dos shows de forró e com uma maior atenção popular para o ritmo. Assim como acontece em Salvador e em dezenas de municípios do Recôncavo, cuja economia, em grande medida, se alimenta da festa.

Até o ano passado, sobrava pouco tempo para os rituais juninos na Feira de Santana. Regida pela música baiana e por ritmos dançantes, a Micareta monopolizava as atenções. Sobrava pouco tempo – às vezes ínfimos 50 dias – para se mergulhar no clima junino, organizar festas e celebrações. Tudo indica que, em 2026, uma nova cultura começará a ser internalizada. Caso a Micareta siga em novembro, claro.

Não, o São João não vai assumir, por aqui, a relevância cultural marcante no Recôncavo. Mas vai despertar a atenção da Feira de Santana, com a lacuna festiva sendo preenchida com a típica celebração nordestina. É uma possibilidade, que o gosto popular vai confirmar ou não nos próximos meses e, quiçá, nos próximos anos.





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