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  • Feira de Santana, segunda, 29 de junho de 2026

Valdomiro Silva

Os cenários, de momento, dos candidatos locais a deputado estadual e federal

Valdomiro Silva - 29 de Junho de 2026 | 21h 07
Os cenários, de momento, dos candidatos locais a deputado estadual e federal

O excelente radialista e jornalista feirense Elsimar Pondé, que realiza há anos brilhante trabalho em emissoras do Grupo Lomes, me solicitou uma breve análise das perspectivas feirenses, de momento, para as candidaturas locais nas eleições de deputado federal e estadual, em outubro próximo. Ele apresentaria a minha opinião em programas jornalísticos que comanda diariamente, sempre com grande audiência. Tive a honra de dividir com Elsimar a bancada do programa jornalístico Subaé Notícias, da Rádio Subaé. É um profissional do mais alto nível e com quem muito aprendi, durante nossa convivência em um mesmo estúdio. Não poderia deixar de fazer este registro, antes de entrar no tema. Isto posto, et voilá.


Não vejo alterações significativas nos cenários, em relação aos pleitos de 2018 e 2022, especialmente na disputa por vaga na Assembleia Legislativa. Temos várias pré-candidaturas postas, que devem ser confirmadas nas convenções partidárias, em breve.


Em outubro próximo, no grupo do prefeito Zé Ronaldo, devem concorrer os vereadores Jurandy Carvalho (PSDB), Pedro Américo (Cidadania) e Lulinha (União Brasil), todos vinculados ao grupo do prefeito Zé Ronaldo. Se estão no jogo, evidentemente tem chances, mas nenhum deles é considerado favorito. José de Arimatéia (Republicanos) busca reeleição, o que é bem provável ocorrer, com o apoio maciço da Igreja Universal nesta região. Outros ronaldistas estão na briga. 


O ex-deputado Tom tem apoio de segmentos evangélicos que podem, mais uma vez, colocá-lo na Assembleia. O ex-prefeito Colbert Filho, por sua história e experiência, também é competitivo. Há, ainda, o nome do médico Thiago Gileno (Republicanos). Filho da terra, iniciou a carreira política bem longe daqui, sendo prefeito de Ponto Novo. Agora com domicílio eleitoral em Feira, é candidato local e visto pelos especialistas como forte concorrente.


Do lado do governador Jerônimo Rodrigues, se apresentam Ângelo Almeida, que tentará renovar o mandato, e o vereador Sílvio Dias, ambos do Partido dos Trabalhadores. Ângelo tem bem mais possibilidades. Sílvio, um influente policial rodoviário federal, tem viajado bastante e pode, sim, buscar uma vitória. Ambos seriam muito mais fortes se contassem com o apoio de Zé Neto, maior liderança do PT na região. 


Todavia, o parlamentar apresenta aos feirenses, mais uma vez, o deputado Robinson Almeida (PT), a quem prefere apoiar, em vez de ajudar a eleger um quadro local. O ex-vereador Jhonatas Monteiro, do PSOL, deverá ser candidato mais uma vez. Enfrenta as dificuldades naturais do partido, que não consegue deslanchar em bancadas estadual e federal, mas é um nome sempre muito competitivo e pode surpreender. 


Na disputa pela Câmara dos Deputados, Zé Neto vai tentar conquistar o seu terceiro mandato. O petista vem de destacada participação na eleição municipal, em que perdeu por muito pouco para o arquirrival Zé Ronaldo. É muito forte e deve ser um dos mais votados da legenda. O outro feirense de destaque no time do governador Jerônimo é o coordenador Geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Deyvid Bacelar (PT). Ele também é membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico, Social e Sustentável, “Conselhão”, e do Conselho de Participação Social, ambos do Governo Lula. Entre 2015 e 2016, fez parte do Conselho de Administração da Petrobras, representando todos os trabalhadores. É um nome com boas chances de vitória e deverá reduzir votação de Zé Neto em Feira.


Pelo grupo de Ronaldo, seriam, em princípio, dois pretendentes a federal: o vice-prefeito Pablo Roberto e o empresário e persistente Zé Chico. O ex-presidente do Fluminense de Feira vai para sua terceira tentativa, enquanto Pablo desistiu da empreitada, mas não irá apoiá-lo, devendo marchar com alguém de fora. Mesmo assim, Zé Chico, pela primeira vez, será candidato "único" de Ronaldo e, portanto, são reais as suas chances. Nesta segunda-feira, o jornalista Jair Onofre divulgou no "Bahia na Política" outras três pré-candidaturas a deputado federal que surgem agora, quase ao apagar das luzes: os ex-vereadores Isaías de Diogo e Pedro Cícero, mais o ex-candidato a vereador Ivan de Vavá, todos pelo PDT. Seria uma grande surpresa, a eleição de um deles.


Em seus melhores tempos nas urnas, Feira de Santana chegou a ter quatro, até cinco deputados estaduais, e quatro federais. Nos últimos anos, porém, não passamos de três representantes locais na Assembleia Legislativa e no máximo dois em Brasília. Esta próxima disputa por cargo legislativo nos permite sonhar em voltar a ter pelo menos uma dupla na Câmara Federal, com fortes esperanças de alcançar até três representantes. Na Assembleia Legislativa são boas as probabilidades de Feira de Santana emplacar três deputados ou até quatro, no cenário mais otimista.


Os saudosistas dos bons tempos já devem estar habituados com as dificuldades de eleição de políticos locais. São dezenas os candidatos de outros centros que disputam, voto a voto, o eleitorado feirense. Os próprios vereadores, maiores cabos eleitorais, "importam" esses nomes, alguns deles atingindo aqui expressivas votações. É algo que já está enraizado e que, pelo visto, não tem mais volta. A solução é o candidato local também gastar sola de sapato, Bahia afora.



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