Quem lidera a lista é
Tocantins, com crescimento estimado de 3,8%, seguido por Roraima (3,6%),
Amazonas (3,0%) e Amapá (3,0%).
Projeção de PIB dos estados para 2026 (em %):
Tocantins — 3,85
Roraima — 3,62
Amazonas — 3,04
Amapá — 2,96
Mato Grosso — 2,92
Acre — 2,82
Pará — 2,76
Rondônia — 2,70
Distrito Federal — 2,35
Paraíba — 2,33
Santa Catarina — 2,24
Maranhão — 2,16
Goiás — 2,15
Espírito Santo — 2,10
São Paulo — 1,80
Minas Gerais — 1,79
Piauí — 1,76
Alagoas — 1,70
Ceará — 1,65
Pernambuco — 1,56
Sergipe — 1,55
Rio Grande do Norte — 1,39
Bahia — 1,34
Mato Grosso do Sul — 1,26
Paraná — 1,13
Rio Grande do Sul — 1,12
Rio de Janeiro — 1,09
A análise regional do
Nordeste revela profunda disparidade. De um lado, estados como a Paraíba
(2,33%) e o Maranhão (2,16%) conseguem se descolar da média nacional. Do outro
lado, a maior economia da região acende um sinal de alerta: a Bahia figura
entre as últimas posições do ranking nacional.
Com uma expansão estimada em apenas 1,34%, o estado baiano
ocupa a 23ª posição entre as 27 unidades federativas. Esse desempenho coloca a Bahia bem abaixo de
vizinhos nordestinos como o Piauí (1,76%), Alagoas (1,70%) e Ceará (1,65%). O
resultado reflete as dificuldades do estado em encontrar novos motores de
crescimento, pesando negativamente o desempenho de setores tradicionais da sua
matriz econômica.
O pelotão de baixo, onde a Bahia se encontra, é composto
predominantemente por estados do Centro-Sul, que enfrentam bases de comparação
muito altas de anos anteriores ou gargalos estruturais específicos como eventos
climáticos e acomodação de commodities: Mato Grosso do Sul (1,26%) e Paraná
(1,13%); Rio Grande do Sul (1,125); Bahia (1,34%) e Rio de Janeiro (1,09%).
Em suma, embora nenhum estado brasileiro vá fechar 2026 no
vermelho, o estudo do Santander deixa claro que o bolo vai crescer de forma
muito desigual. Para a Bahia, o desafio selvagem é vencer o imobilismo
econômico e recuperar a perda de fôlego
frente ao resto do país.