Procurei na Plataforma Lattes - site governamental em que ficam os currículos profissionais- o histórico de Viviane de Moraes, mas ele não está disponível. Gsotaria de ver suas especializações, mestrado, doutorado, publicações de artigos, orientações de teses. Ao que se sabe, ela tem apenas a graduação na UNIP, uma universidade privada de São Paulo.
Apesar dessa limitação, portanto, de um notório saber jurídico, público, ela tem um mega escritório com 31 casos no STF, inclusive, o contrato de $129 milhões do Banco Master- o maior de toda história da advocacia brasileira. São R3,6 milhões por mês. Na ausência de expertise jurídica excepcional fica-se com a impressão que a única coisa a justificar um contrato desse porte é o fato do marido ser ministro do STF, ao qual, em tese, ela poderia influenciar.
Foi por esse explosivo contrato- entre muitas outras coisas que deve haver no celular de Voccaro- que Toffoli, o homem sem limites, convenientemente sorteado, decretou sigilo total do processo do Banco Master, uma decisão teratológica, como disse o Estadão. O objetivo, em verdade, é proteger um companheiro e, certamente, mais gente poderosa que deve fazer parte da rede Voccaro de cortesias. No mesmo período, Gilmar Mendes, sentindo o potencial explosivo e o cheiro de queimado que arrodeia o STF proibiu o Congresso e o povo de pedirem impeachment- direito, agora, reservado apenas ao seu ex-sócio e bem mandado PGR.
Toffoli arrebenta a credibilidade do STF- ele tem um pesado histórico de decisões monocráticas pela impunidade de corruptos- pouco se importando se isso respinga e fragiliza a instituição. O que conta é o resultado imediato e interesses- ele mesmo fazendo uso de voos privados para ver jogo do Palmeiras em companhia de advogado do réu. O caso é estarrecedor, claro, límpido, explícito, e tende a ser enterrado sob o sigilo do " amigo do amigo de meu pai".
A verdade é que Alexandre, Toffoli, Gilmar, não apresentam mais condições morais que devem ser símbolo de ministros do STF.