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Política

Ex-assessor de Bolsonaro é preso na casa da namorada, no Paraná

08 de Fevereiro de 2024 | 12h 17

Filipe Martins ficou conhecido após gesto supremacista no Senado Federal, em 2021; agora, é suspeito de participação ativa em tentativa de golpe de Estado (Foto: Reprodução/YouTube)

Ex-assessor de Bolsonaro é preso na casa da namorada, no Paraná
Foto: Reprodução/Twitter

A Polícia Federal  (PF) prendeu, na manhã desta quinta-feira (8), o ex-assessor de assuntos internacionais do governo Jair Bolsonaro (PL), Filipe Martins. Investigado no âmbito da Operação Tempus Veritatis, ele foi detido na casa da namorada, em Ponta Grossa (PR).

A PF apura o envolvimento de Martins na organização criminosa que tentou um golpe de Estado e a abolição do Estado Democrático de Direito, entre 2022 e 2023, com o intuito de manter o ex-presidente no poder, após as eleições que deram a vitória a Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A ação policial também atingiu militares e civis que ocuparam altos cargos no governo Bolsonaro, como os generais Braga Netto e Augusto Heleno; o ex-ministro da Justiça Anderson Torres; e o ex-assessor especial do ex-presidente, Marcelo Câmara, que também foi preso nesta quinta-feira. Além destes, o presidente do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto também é alvo da ação.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, ainda, por meio de medida cautelar, que o ex-presidente Jair Bolsonaro entregue seu passaporte em até 24 horas.

DELAÇÃO PREMIADA – Os agentes da PF estão conduzindo Filipe Martins até Curitiba. De lá, ele será transferido, de avião, ainda hoje, para Brasília.

A operação Tempus Veritatis é fruto da delação premiada assinada pelo tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, preso no ano passado.

Martins foi citado no depoimento de Cid. O militar contou à PF que recebeu das mãos do ex-assessor a minuta de decreto golpista convocando novas eleições, logo após a divulgação do resultado do pleito legítimo.

O investigado ficou conhecido após ser acusado de fazer um gesto de supremacia branca no plenário do Senado Federal, em março de 2021. Segundo a revista Forum, o inquérito por crime de racismo cometido pelo bolsonarista Filipe Martins foi reaberta em novembro de 2023 pelo desembargador Ney Bello.

Na ocasião, o magistrado reformou a sentença de absolvição e considerou que há evidências de crime contra Filipe Martins: "O que temos são indícios. Fortes indícios, diria eu. Por serem fortes indícios, não é cabível a manutenção da absolvição sumária do apelado", declarou o desembargador.


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