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Câmara Municipal

Vereador de FSA aciona Hospital da Mulher contra médico que atendeu paciente de peruca, após caso de homofobia

07 de Junho de 2023 | 10h 23
Vereador de FSA aciona Hospital da Mulher contra médico que atendeu paciente de peruca, após caso de homofobia
Foto: Reprodução

Filiado ao partido Movimento Democrático Brasileiro (MDB), o vereador Edvaldo Lima (MDB), que atua na Câmara Municipal de Feira de Santana, instou o diretor do Hospital Inácia Pinto dos Santos (Hips), o Hospital da Mulher, a dar explicações sobre o caso do médico que atendeu uma gestante usando peruca e maquiagem, após a mulher proferir palavras homofóbicas contra outro profissional da unidade.  

Em discurso na tribuna da Casa da Cidadania, nesta terça-feira (6), o político acusou o médico de agir contra a ética. "A paciente não se sentiu segura e outro médico a atendeu da maneira que foi divulgada nas redes sociais. Isso vai contra a ética médica e é necessário respeitar o paciente", escreveu o parlamentar, em uma rede social.

O incidente ocorreu no último domingo (4), após a paciente afirmar que "odiava ser atendida por homossexual". A mulher se referia ao ginecologista e obstetra Phelipe Balbi Martins. Indignado com a situação vivenciada pelo colega, o médico Carlos Vinícius Lino decidiu finalizar a consulta da gestante trajado de mulher.

Conforme o g1 BA, o requerimento de Edvaldo Lima foi protocolado ontem, na Câmara Municipal de Feira de Santana. O vereador alegou que é pacientes têm direito de pedir para não ser atendido por determinado profissional. E comparou a situação à sua própria preferência, de ser atendido por profissionais do sexo masculino. "Eu só vou ao médico masculino, mas entendo que há pessoas que preferem ser atendidas por mulheres. Entendo que é um direito sagrado do cidadão", argumentou, na postagem.

O parlamentar afirmou, ainda, que a situação causou constrangimento na paciente. Disse, também, que é preciso respeitar as orientações sexuais, mas "não se pode colocá-las 'goela abaixo' na vida dos outros".

A Câmara Municipal informou que o pedido do edil será votado nos próximos dias e que, caso aprovado, o diretor da unidade de saúde onde o caso aconteceu deverá comparecer à sede do Legislativo, a fim de prestar esclarecimentos.



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