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  • Feira de Santana, domingo, 22 de maio de 2022

Segurança

Obra na Vila dos Coreanos, no Oeste da BA, é embargada, após 5 crianças serem encontradas mortas em vala

13 de Maio de 2022 | 12h 54
Obra na Vila dos Coreanos, no Oeste da BA, é embargada, após 5 crianças serem encontradas mortas em vala
Foto: TV Oeste
Após cinco crianças coreanas, na faixa etária de 6 a 11 anos, serem encontradas mortas em uma vala, auditores fiscais do Ministério do Trabalho e Previdência Social (MTPS) embargaram uma obra na Vila dos Coreanos, localizada no município de Formosa do Rio Preto, região Oeste da Bahia. A informação foi divulgada, nesta sexta-feira (13), pelo Ministério Público do Trabalho na Bahia (MPT-BA).

De acordo com o portal de notícias G1, os agentes fiscais inspecionaram o local no início da semana, a pedido do MPT-BA. O órgão abriu um inquérito para investigar o caso, que apura três possibilidades para as mortes das crianças.

Pertencente ao grupo Doalnara, especializado na produção de alimentos orgânicos, o empreendimento está localizado na fazenda Oásis, mais conhecida como Vila dos Coreanos. A obra onde o acidente ocorreu é, conforme o G1, de responsabilidade da Cooperativa Agrícola de Formosa do Rio Preto, que presta serviços no local.

Interdição – Na última sexta-feira (6), o Ministério Público do Trabalho havia recomendado o isolamento da área e a suspensão das atividades na Vila dos Coreanos, em uma audiência realizada com os advogados da cooperativa.

O órgão enfatizou que, segundo o relatório apresentado pelos auditores fiscais do MTPS, o local do acidente, situado nas imediações da vila, funcionava como obra para implantação de fossa séptica. O G1 reportou que a auditoria fiscal do trabalho aguarda documentos solicitados, para concluir o documento, que deverá servir como peça-chave para a investigação.

Com a interdição, os responsáveis pelo serviço estão proibidos de dar seguimento aos trabalhos. Eles também estão obrigados a providenciar o isolamento completo da área, a fim de impedir que trabalhadores ou pessoas de fora tenham acesso ao local. Para retomar as obras ou desistir do serviço, é preciso que comprovem a contratação de técnico especializado, que se responsabilize pelas medidas de segurança na operação da vala.

Embaixada da Coreia – Ainda de acordo com o G1, após a morte das crianças, a Embaixada da República da Coreia enviou, no dia 30 de abril, um ofício para as prefeituras de duas cidades baianas. A instituição busca informações sobre o caso. Segundo a TV Oeste, que teve acesso exclusivo ao documento, o ofício foi direcionado às prefeituras de Formosa do Rio Preto e Barreiras e pede o apoio das autoridades locais nas investigações. No texto, é citada a Convenção de Viena, que estabelece tratado entre países para ações de mútua colaboração.

A embaixada coreana também informa que dois diplomatas, identificados como Gun Hwa Kim (ministro e encarregado de negócios) e Kyung Mi Nam (cônsul), foram enviados ao local, para averiguação dos fatos. Segundo o G1, não há informações se ele estiveram no local.

O caso – As crianças foram encontradas sem vida no dia 29 de abril. Elas haviam saído para brincar e acabaram no fundo de uma vala, situada na Vila dos Coreanos. No local, vivem cerca de 2 mil asiáticos e descendentes.

Na ocasião, conforme o G1, a Polícia Civil (PC) disse que o caso aconteceu por volta das 12h. Os pais, no entanto, relataram que sentiram falta dos filhos por volta das 15h. Após buscas, eles encontraram as crianças e acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas todas já haviam morrido. Os sepultamentos foram realizados no dia 1º de maio, em um cemitério particular situado no local. O acesso à comunidade é restrito às 160 famílias residentes.



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