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André Pomponet

Concertação política na Bahia a todo vapor

André Pomponet - 20 de Janeiro de 2022 | 18h 27
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Concertação política na Bahia a todo vapor

O terço final de janeiro começa hoje (20). Depois de muita chuva, houve luz e céu límpido ao longo do mês. Os entardeceres – mágicas combinações de amarelo, de vermelho, de azul – são cinematográficos quando tufos de nuvens azuladas não cobrem o poente. Sabiás e cigarras encarregam-se da soberba trilha sonora. Apesar da Covid-19 e da barbárie contínua no noticiário, não há como não se envolver com o clima de férias que o céu pinta com cores vivas.

Quem acompanha o noticiário político baiano, porém, está com a sensação de que já se está em março ou abril, naquela fase que antecede as campanhas eleitorais. Tradicionalmente mês morno na política, janeiro registra movimentos intensos nos bastidores, embora as definições tendam a ser anunciadas só mais à frente, ajustando-se ao calendário clássico da política.

Até aqui, sobram perguntas: Marcelo Nilo (PSB) vai mesmo romper com a situação e achegar-se à chapa de ACM Neto? E João Leão? Um dos sustentáculos do consórcio partidário que mantém o petê no poder vai mudar de rumo, sairá candidato ou permanecerá na base petista? O MDB dos Vieira Lima vai mesmo reatar com o PT, reeditando a turbulenta parceria da década retrasada? Jaques Wagner é de fato o candidato do grupo governista ou pode surgir alguma surpresa?

Sobram indagações, também, em relação ao cenário nacional e à sua influência na eleição baiana. Lula – virtual candidato à presidência da República – será o mesmo puxador de voto das eleições passadas? Ou ACM Neto, mesmo sem candidato expressivo em nível nacional, pode emplacar? Qual a força de Jair Bolsonaro, o “mito”, para alavancar alguma candidatura em nível de Bahia?

Como se vê, sobram perguntas. Algumas – imagino – não fazem sentido, servem só para animar as torcidas, esquentar o noticiário. Outras já refletem as movimentações de bastidores que acontecem desde o ano passado e que, mais adiante, se confirmarão. Ou não. O fato é que janeiro vem sendo movimentado e essas especulações refletem a ansiedade pelas eleições de 2022 que só acontecem em outubro, daqui a pouco mais de oito meses.

Curioso é que o risco de uma tentativa de golpe conduzida pelo “mito” e pelos lunáticos, alucinados e aloprados que o cortejam não pesa no jogo eleitoral baiano. Pelo menos não repercute no noticiário. Na média, toma-se isso aqui como uma ilha, invulnerável à insanidade que campeia no Planalto Central. É bom ter cuidado.

Precavido, o ex-presidente Lula busca a concertação de uma aliança ampla, justamente para neutralizar o potencial golpe que o “mito” ameaça desde que chegou ao poder. Mas isso é conteúdo para outro texto...



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