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  • Feira de Santana, domingo, 22 de maio de 2022

César Oliveira

Rui Costa deverá cumprir mandato até o final, para manter alianças eleitorais

18 de Janeiro de 2022 | 11h 20
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Rui Costa deverá cumprir mandato até o final, para manter alianças eleitorais
Foto: Jonne Roriz/Veja

O governador da Bahia, Rui Costa (PT), deverá cumprir seu mandato até o fim, 31 de dezembro deste ano. Em entrevista ao programa Canal Livre, da TV Bandeirantes, no último domingo (16), ele demonstrou que não tem a intenção de desincompatibilizar-se da função para ser candidato a senador ou deputado federal, ao contrário do que se cogitava nos meios políticos, embora de forma meio atabalhoada.

Deseja encerrar o segundo mandato no Palácio de Ondina e trabalhar pela eleição do seu correligionário, também ex-governador duas vezes e atual senador Jaques Wagner, para a sucessão.

O anúncio deve agradar a uns e, evidentemente, deixar outros preocupados. Com Rui governador até o final, desfaz-se o sonho do seu vice, João Leão, de ocupar o lugar, mesmo que por alguns meses, o que, certamente, aplacaria a sua ansiedade. Restaria a ele, agora, uma possível candidatura ao Senado. O que até seria plausível propor, não fosse um detalhe importante: ninguém menos que o senador Otto Alencar, considerado fiel da balança na disputa para o Governo da Bahia, é uma pedra intransponível no caminho.

Porteira fechada pelo PT, que não abre mão de Wagner para governador, o influente membro da CPI do coronavírus tem que ser contemplado com a candidatura, para renovar o mandato no Congresso, o que, de certo, lhe acalmaria as protuberantes pálpebras.

Objetivamente, não resta dúvida sobre algumas cartas na mesa: Wagner candidato a governador, Otto ao Senado. Se Leão quiser, terá que se contentar em buscar uma medicação genérica para sua dor. Impedido, pela lei eleitoral, de concorrer a um terceiro mandato de vice, deverá curvar ainda mais a lombar, aceitando uma fácil peleja para deputado federal.

Assim como ele, outras figuras de alguma projeção no cenário das hostes governistas, como a deputada federal Lídice da Mata, por exemplo, encontram-se, mais uma vez, totalmente fora de cogitação para algo maior que a Câmara Baixa.

Para completar a entrevista, como pano de fundo, Rui admitiu apoiar a inesperada indicação do presidenciável Lula, o ex-governador de São Paulo e antigo tucano de pluma dourada Geraldo Alckmin para vice do emblemático petista. Não há, é fato, nada de bombástico nas declarações de Rui ao Canal Livre, mas ele transforma em tendências muito fortes algumas coisas que se revelavam meras conjecturas.



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