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  • Feira de Santana, domingo, 22 de maio de 2022

Educação

Feira de Santana perde Ana Angélica de Morais, uma de suas mais importantes referências educacionais

18 de Janeiro de 2022 | 00h 21
Feira de Santana perde Ana Angélica de Morais, uma de suas mais importantes referências educacionais
Foto: Ísis Moraes

Feira de Santana perdeu, na tarde desta segunda-feira (17), um dos seus maiores referenciais educacionais. A professora Ana Angélica Vergne de Morais deixa um legado imensurável, marcado, especialmente, pela defesa da Educação Superior pública e de qualidade. Sua história se confunde com a da própria Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), instituição que ajudou a fundar, quando ainda integrava a Faculdade de Educação de Feira de Santana.

Na Uefs, trabalhou boa parte de sua vida, ministrando aulas de Literatura Brasileira. E seguiu contribuindo para o fortalecimento dos pilares Ensino, Pesquisa e Extensão, mesmo após a aposentadoria. Ana Angélica atuou como docente voluntária na Universidade Aberta à Terceira Idade (Uati) e, por muitos anos, integrou o Núcleo de Leitura Multimeios, além de contribuir e participar ativamente de diversos eventos promovidos pela universidade, como é o caso do Festival Literário de Feira de Santana (Flifs).

Mestre em Teorias e Crítica da Literatura e da Cultura, era vinculada ao Departamento de Letras e Artes (DLA) da Uefs, através do qual formou centenas de alunos, muitos dos quais também passaram a fazer parte do quadro docente da instituição.

Por meio de nota, a Uefs lamentou a perda da educadora e destacou a sua importância para a educação pública do país. "É uma perda imensurável para a educação do nosso país, para as universidades públicas, para a causa da literatura e cultura brasileira, que representava com tanta expressividade. A professora Ana Angélica tem uma trajetória de luta e resistência pela educação pública popular e inclusiva e, hoje, é seu símbolo e inspiração", disse a vice-reitora Amali Mussi.

Relembrando a sua trajetória, a instituição salientou, ainda, que a professora Ana Angélica era muito querida por seus alunos, tendo sido homenageada e nome de muitas turmas de Letras. Além disso, destacou as inúmeras outras atividades desenvolvidas pela docente, inclusive administrativas. "Além do ensino na sala de aula, desenvolveu, também, várias atividades técnico-científicas e de pesquisas na área da literatura. Dentre diferentes atividades desenvolvidas, ela foi diretora do Departamento de Letras e Artes e coordenadora do colegiado do mesmo curso, na Uefs", diz o documento.

Ana Angélica Vergne de Morais muito contribuiu, também, para a cultura feirense. Publicou artigos em inúmeros jornais, dentre os quais o caderno Tribuna Cultural, suplemento do jornal Tribuna Feirense, do qual foi colaboradora ativa, por muitos anos.

Apaixonada que era pelas Letras e pela Literatura, publicou, também, diversos livros, como, por exemplo, Entre a Palavra e a Experiência, Resgate da Memória Literária Baiana: trilhas na formação de uma identidade cultural e Conhecendo Feira de Santana: olhares sobre a cidade.

Além disso, fez parte, como membro, da Academia Feirense de Letras (AFL) e da Academia de Educação de Feira de Santana. Sobre a contribuição que deu à sociedade feirense, esta publicou: "A Academia de Educação, consternada, manifesta seu profundo pesar pelo falecimento, reconhecendo a grande perda para a Academia, para a educação, para a família e para a sociedade. Mas graças sejam dadas a Deus pela vida que viveu, pela história que construiu, pelo exemplo de dignidade e pela contribuição efetiva à educação em nosso país. Que Deus mesmo console e conforte os familiares, amigos e discípulos. Saudades eternas".

Ana Angélica Vergne de Morais também foi um importante referencial no ensino privado, tendo fundado o Colégio Anísio Teixeira, em Feira de Santana. Era casada com o também professor do Departamento de Letras da Uefs José Jerônimo de Morais e deixa filhos e netos.

O velório acontece, a partir das 8h desta terça-feira (18), na Pax Bahia da Avenida Centenário, no bairro SIM. O cortejo para o sepultamento, que será realizado no Cemitério São Jorge, na Rua Bartolomeu de Gusmão, bairro Sobradinho, está programado para sair às 15h.



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