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Segurança

Buscas por fragmentos de corpos seguirão em Capitólio, segundo Polícia e Defesa Civil de MG

10 de Janeiro de 2022 | 10h 12
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Buscas por fragmentos de corpos seguirão em Capitólio, segundo Polícia e Defesa Civil de MG
Foto: CBMMG

A Defesa Civil e a Polícia Civil de Minas Gerais anunciaram, neste domingo (9), que as buscas no Lago de Furnas, na cidade de Capitólio (MG), onde um fragmento de rocha se desprendeu do paredão do cânion e desabou sobre quatro embarcações, no último sábado (8), continuarão, nos próximos dias. Os órgãos informaram que a decisão foi tomada porque, embora todos os dez mortos tenham sido resgatados, alguns tiveram somente pedaços dos corpos localizados.

De acordo com a Agência Brasil, a polícia também aguarda eventuais comunicações de novos desaparecimentos. Isto por considerar a possibilidade de haver turistas sozinhos no local do acidente. “Pode ser que uma pessoa ou um casal estivesse caminhando e tenha caído uma pedra. Até o momento, nenhum dos órgãos recebeu informação de outros desaparecidos. Nós estamos iniciando e não temos pressa de terminar os trabalhos”, disse o delegado Marcos Pimenta, titular da Polícia Civil mineira.

O reconhecimento de parte das vítimas foi realizado por meio das impressões digitais, com a ajuda de papiloscopistas enviados pela Superintendência da Polícia Federal de Belo Horizonte. Pelo menos um corpo foi identificado, segundo o delegado, com base em reconhecimento precário de parentes. Nesse caso, ainda será realizada comparação com material genético. As consequências do impacto da rocha estão dificultando o trabalho.

QUEM SÃO AS VÍTIMAS – Até o momento, oito das dez vítimas do desabamento já foram identificadas. Elas estavam na mesma lancha, denominada “Jesus”. Segundo o G1, o delegado Marcos Pimenta informou que todas estavam hospedadas em um rancho, situado em São José da Barra (MG), e eram familiares e amigos uns dos outros. O dono da pousada era proprietário da lancha e parente das vítimas. O piloto era funcionário dele.

A identificação oficial do primeiro corpo ocorreu na manhã de ontem. Outras quatro vítimas foram identificadas durante a noite. Três delas na madrugada desta segunda-feira (10).

A autoridade policial salientou que há informações sobre os outros mortos, mas que é preciso aguardar a resposta dos laudos e dos testes de DNA, a fim de ter a comprovação oficial da identificação.

As vítimas já identificadas são:

 

  • Julio Borges Antunes, de 68 anos. Ele era natural de Alpinópolis (MG) e foi sepultado em São José da Barra (MG).
  • Maycon Douglas de Osti, de 24 anos. Nascido em Campinas (SP), será enterrado em Sumaré (SP).
  • Camila da Silva Machado, de 18 anos. Nasceu em Paulínia (SP) e será enterrada em Sumaré.
  • Sebastião Teixeira da Silva, de 64 anos. Era natural de Anhumas (SP) e será sepultado em Serrania (MG).
  • Marlene Augusta Teixeira da Silva, de 57 anos. Era natural de Itaú de Minas (MG) e será enterrada em Serrania.
  • Geovany Teixeira da Silva, de 37 anos, nasceu em Itaú de Minas e será sepultado em Serrania.
  • Geovany Gabriel Oliveira da Silva, de 14 anos. Natural de Alfenas (MG), será enterrado em Serrania.
  • Thiago Teixeira da Silva Nascimento, de 35 anos. Nascido em Passos (MG), será sepultado em São José da Barra.

 

Conforme o G1, Marlene e Sebastião eram casados e pais de Geovany Teixeira. Este, por sua vez, era pai de Geovany Gabriel. O casal também são os tios que a costureira Alessandra Barbosa estava procurando no dia do acidente. Também eram tios da vítima Thiago. Maycon Douglas de Osti era namorado de Camila Machado.

Duas vítimas ainda aguardam identificação oficial: um homem de 40 anos, natural de Betim (MG), e uma mulher de 43 anos, nascida em Cajamar (SP). Segundo a polícia, o homem era piloto de uma das embarcações envolvidas no acidente.

Ainda não se sabe o que provocou a tragédia. A Polícia Civil e a Marinha informaram que um inquérito será instaurado para apurar as causas do deslizamento das pedras no Lago de Furnas, mas especialistas acreditam que a queda das rochas tenha sido consequência das fortes e prolongadas chuvas que atingem o estado. Segundo geólogos, possivelmente, as condições climáticas aceleraram a erosão do paredão.

Responsabilidades – Conforme a Agência Brasil, o sargento da Defesa Civil de Minas Gerais, Wander Silva, informou que a apuração sobre a falta de fiscalização e de medidas de segurança, que poderiam ter prevenido a tragédia, será discutida na investigação aberta pela Marinha. Ele salientou que ainda não é o momento de levantar essa discussão. “Estamos concentrados nas buscas. E essas responsabilidades, no decorrer do inquérito, serão apuradas. Isso será verificado, posteriormente”, argumentou.

Ainda na manhã do sábado, antes do acidente, portanto, a Defesa Civil de Minas Gerais emitiu um alerta, informando sobre o risco de ocorrência de uma cabeça d´água, na região Capitólio. O fenômeno provoca fortes enxurradas e, no passado, já fez vítimas fatais na mesma região. Mesmo assim, os passeios turísticos não foram proibidos.

Reunião – Os prefeitos de São José da Barra, Paulo Sergio de Oliveira, e de Capitólio, Cristiano Silva, anunciaram que medidas para reforçar a segurança do turismo no Lago de Furnas serão discutidas nesta segunda-feira. O encontro reunirá prefeitos da região e representantes da Defesa Civil de Minas Gerais, da Polícia Militar e da Marinha.

Segundo o prefeito de Capitólio, uma lei municipal de 2019 disciplina o turismo no cânion, proibindo banhos na área de circulação das lanchas e limitando a 40 o número de embarcações que podem permanecer por até 30 minutos na área. Além disso, normas da Marinha estabelecem o ordenamento da orla do lago.

O gestor admitiu, que, até agora, não existia uma norma sobre a distância mínima entre as lanchas e os paredões rochosos. Cristiano Silva afirmou, ainda, que um perímetro mínimo de segurança só poderá ser definido após estudo técnico. O prefeito também ressaltou que o desprendimento de um bloco tão grande de rocha nunca havia ocorrido na região.



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