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Educação

Escolas municipais de FSA são contempladas com 1º lugar do Prêmio ArcelorMittal de Meio Ambiente

24 de Novembro de 2021 | 11h 45
Escolas municipais de FSA são contempladas com 1º lugar do Prêmio ArcelorMittal de Meio Ambiente
Foto: Divulgação

Feira de Santana ganhou novos cientistas. Abordando o tema O desafio do lixo - Como podemos ser mais sustentáveis?, estudantes e professores de duas escolas municipais da cidade tiveram seus projetos contemplados com o primeiro lugar no Prêmio ArcelorMittal de Meio Ambiente, etapa nacional. Os alunos concorreram com mais 4 mil estudantes e tiveram seus trabalhos selecionados entre mais de 350 projetos inscritos.

As unidades de ensino Regina Vital, situada no bairro Campo Limpo, e Cívico-Militar Quinze de Novembro, localizada em Jaíba foram as representantes da região Nordeste e competiram com escolas da região Sudeste. O concurso é uma iniciativa da Belgo Bekaert Arames.

Das quatro categorias da premiação - Cientista Mirim I e II e Jovem Cientista I e II -, Feira foi o único município a ter três escolas finalistas. Os vencedores ganharão prêmios em dinheiro e brindes ecológicos, de acordo com a colocação. Todos receberão certificados.

A Escola Municipal Regina Vital ficou com o 1º lugar na categoria Cientista Mirim I e a Escola Cívico-Militar Municipal Quinze de Novembro levou prêmio em duas categorias: 1º lugar na categoria Jovem Cientista I e 3º lugar na categoria Cientista Jovem II.

Mônica Santos Carneiro, estudante da Escola Cívico-Militar, está feliz com a premiação.  Para ela, foi uma oportunidade de aprendizado. "É muito bom ser uma jovem cientista. Descobri que podemos reduzir o lixo nas nossas casas, reciclar e reutilizar, aprendendo através das pesquisas e de pequenas ações", conta.

Projetos vencedores - O projeto da Escola Regina Vital envolveu estudantes do 1º ao 3º ano. Eles desenvolveram ações sobre o reaproveitamento do lixo orgânico e sobre o papel da compostagem na construção de uma horta sustentável.

Já as atividades da Escola Quinze de Novembro focaram na realidade do local onde a instituição está inserida. Na categoria Cientista Jovem I, os estudantes do 7º ano conquistaram o 1º lugar. Os pequenos cientistas criaram estratégias para a destinação dos resíduos sólidos no distrito, como a implantação de um ecoponto na escola e a produção de composteiras domésticas.

A unidade de ensino também foi finalista na categoria Cientista Jovem II, com o 3º lugar conquistado para o 9º ano. Os estudantes abordaram a educação ambiental como princípio de ações sustentáveis no tratamento do lixo doméstico produzido nos condomínios Minha Casa Minha Vida, situados em Jaíba. Neste projeto, o objetivo principal foi desenvolver uma campanha de recolhimento de resíduos eletrônicos, tanto nos condomínios quanto na escola.

Adriana Peixoto, professora da Escola Cívico-Militar, disse que o prêmio é um orgulho para a comunidade escolar. "É um sentimento de que é possível! De que podemos realizar um trabalho de qualidade na educação básica pública", destaca.

Para a docente, a premiação em dose dupla para a escola é o resultado do esforço de aproximar o currículo com o que é real, aliando o levantamento de problemas à busca por soluções. "Que sensação incrível! Meus alunos estão sendo reconhecidos oficialmente como cientistas", enfatiza.

Juliana Barbosa, professora da Escola Regina Vital, compartilha do mesmo sentimento. Ela participou de todo desenvolvimento do projeto, em 2021, de forma remota. Apesar das dificuldades, ressalta que "a premiação solidifica as ações da escola, que tem como praxis o desenvolvimento da consciência ambiental e o papel de cada um para a construção de um mundo melhor".

O concurso - Em sua 29ª edição, o Prêmio ArcerlorMittal de Meio Ambiente 2021 registrou a participação de 1,8 mil professores em webinars de formação e mais de 350 projetos inscritos, durante quatro meses de trabalho, com representantes de 23 municípios, oriundos de cinco estados brasileiros.

Os 4 mil alunos inscritos desenvolveram projetos para a redução de produção de lixo doméstico; transformação do lixo em arte, com geração de renda; mobilização ambiental via redes sociais; e recuperação de áreas ambientais degradadas. O Prêmio também ofereceu, de maneira remota, atividades para os filhos dos empregados da ArcelorMittal e Belgo Bekaert, registrando a participação de 450 crianças.



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