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Economia

Após China, Estados Unidos querem impedir entrada de carne bovina brasileira

18 de Novembro de 2021 | 09h 07
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Após China, Estados Unidos querem impedir entrada de carne bovina brasileira
Foto: Infovarejo/Reprodução

Assim como a China, os Estados Unidos querem impedir a entrada da carne bovina brasileira em seu território. De acordo com a Associação Nacional de Produtores de Carne Bovina (NCBA), federação que regulamenta os criadores de gado de corte norte-americanos, o Brasil não tem compromisso nas relações. A instituição enfatizou que o país não comunica rapidamente problemas sanitários à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).

As alegações estão baseadas, segundo a entidade, em dois casos atípicos da doença conhecida como vaca louca, ocorridos nos estados de Minas Gerais e Mato Grosso. Em função disso, algumas associações querem impedir a importação do produto in natura. Outras, no entanto, querem um bloqueio total da carne produzida no Brasil.

Em setembro, os Estados Unidos importaram 49% a mais de carne bovina brasileira, na comparação com o mesmo período de 2020. A participação do produto brasileiro nas importações totais norte-americanas subiu para 9,7% até setembro, ficando bem acima dos 5,6% registrado no mesmo período do ano passado. Enquanto a Argentina, o Uruguai, a Austrália e o México diminuíram a participação nas importações norte-americanas, o Brasil aumentou.

Conforme a Folha de S.Paulo, esta semana, o mundo avalia a produção do setor pelo mundo. Relatórios do Departamento de Agricultura dos EUA (Usda) e do Rabobank. Além disso, o Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) promoveu discussões com participação do Ministério da Agricultura, da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

O entendimento é de que 2022 poderá ser um período mais normal do que foi este ano, deteriorado pela pandemia de Covid-19, trava chinesa nas importações e redução na oferta de animais para abate. O cenário para os produtores, no entanto, deve ser de custos mais elevados, no próximo ano, e de necessidade de melhor gestão.

Para os consumidores, as notícias também não são boas. Os preços podem estabilizar, mas não voltarão a baixar a ponto de atingirem os patamares registrados há dois anos, quando o custo da carne é era bem menor.



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