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Cultura

Gilberto Gil é eleito imortal pela Academia Brasileira de Letras

11 de Novembro de 2021 | 18h 23
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Gilberto Gil é eleito imortal pela Academia Brasileira de Letras
Foto: Divulgação

Foi eleito imortal, para a Cadeira de número 20 da Academia Brasileira de Letras (ABL), o cantor e compositor baiano Gilberto Gil. A votação aconteceu na tarde desta quinta-feira (11), sem a presença do artista.

Gil, de 79 anos, teve 21 votos (maioria absoluta) e deve tomar posse em março de 2022, quando o órgão volta do recesso de fim de ano. Segundo o G1, o músico acompanhou eleição de casa, no bairro de Ipanema, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Uma norma da ABL proíbe que candidatos participem da sessão.

O presidente da entidade, acadêmico Marco Lucchesi, disse que Gilberto Gil traduz o diálogo entre a cultura erudita e a cultura popular. "Poeta de um Brasil profundo e cosmopolita. Atento a todos os apelos e demandas de nosso povo. Nós o recebemos com afeto e alegria", declarou.

Concorreram à vaga o poeta Salgado Maranhão, que obteve sete votos, e o autor e crítico literário Ricardo Daunt, que não foi votado. Segundo o G1, 34 acadêmicos participaram da elieção, de forma presencial ou virtual. Um deles não votou por motivo de saúde. Houve, ainda, quatro votos em branco e dois nulos.

Além de multi-instrumentista, Gil é produtor musical. Entre 1998 e 2019, foi nove vezes premiado com o Grammy, importante premiação musical do continente americano. Em 1999, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) concedeu a ele a nomeação de "Artista pela Paz". Dois anos depois, foi nomeado embaixador da Organização das Nações Unidas (ONU) para agricultura e alimentação. Entre 2003 e 2008, foi ministro da Cultura do Brasil, durante os dois mandatos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Entre as composições mais célebres de Gilberto Gil, estão: "Drão", "Andar com fé", "Domingo no Parque", "Aquele Abraço", "Cálice", "Vamos Fugir", "Divino Maravilhoso", "Se eu quiser falar com Deus".  Sua discografia é extensa. O artista possui mais de 60 álbuns e tem quase 4 milhões de cópias vendidas.

De acordo com o G1, antes, a cadeira 20 estava ocupada pelo acadêmico e jornalista Murilo Melo Filho, que morreu em maio do ano passado. Também ocuparam a posição o fundador da ABL, Salvador de Mendonça, que escolheu como patrono Joaquim Manuel de Macedo; Emílio de Meneses; Humberto de Campos; Múcio Leão; e Aurélio de Lyra Tavares.



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