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Segurança

Tia de jovem morta por criminalista disse que ninguém imaginava que relação pudesse terminar em tragédia

18 de Outubro de 2021 | 13h 16
Tia de jovem morta por criminalista disse que ninguém imaginava que relação pudesse terminar em tragédia
Foto: Ed Santos/Acorda Cidade

A jovem Kesia Stefany da Silva Ribeiro, 21 anos, assassinada pelo namorado, o advogado criminalista José Luiz de Britto Meira Júnior, na madrugada deste domingo (17), em Salvador, foi velada, na manhã de hoje (18), em um Centro de Velório localizado no bairro SIM, em Feira de Santana.

Kesia foi morta a tiros, em um apartamento do Terrazzo Rio Vermelho, prédio situado no bairro do Rio Vermelho. O suspeito chegou a levar o corpo da vítima à emergência do Hospital Geral do Estado (HGE), fugindo logo em seguida. Ele foi localizado e autuado em flagrante por feminicídio, uma hora depois, na casa de um familiar. A jovem não resistiu aos ferimentos e já deu entrada na unidade sem vida.

Em entrevista ao Acorda Cidade, a tia de Kesia, Loyd Gusmão, disse que o relacionamento do casal era conturbado, com ocorrência de brigas, mas que ninguém da família imaginava que pudesse acabar de forma trágica. "A gente sabia que eles viviam em um relacionamento conturbado, a base de muitas brigas, mas não acreditávamos que pudesse chegar a este ponto. Ele tinha acesso à família, era bem-vindo, então não era algo esperado dessa forma", relatou.

Ela disse, ainda, que a família contesta a versão de legítima defesa apresentada pela defesa do acusado, tanto pelo fato de a sobrinha ser "uma menina frágil" quanto pelas circunstâncias do tiro. "Foi muito certeiro, para ele dizer que teve uma briga, luta corporal e o tiro foi acidental. Eu não vou dizer que isso é impossível, mas toda a família contesta essa versão", observou.

A tia da vítima informou que o casal se conheceu quando Kesia tinha 17 anos e que, após isso, decidiram morar juntos. "Quando eles se conheceram, ela tinha 17 anos, na época. Ela ainda convivia com os pais, e se conheceram na balada, porque ela era uma pessoa jovem e gostava muito de balada. Era uma mulher bonita. Onde chegava, chamava a atenção das pessoas e, depois que se conheceram em uma dessas baladas, decidiram morar juntos. Como ele já morava lá em Salvador, ele veio conhecer a família dela e depois a levou para morar com ele, mas a gente sempre estava acompanhando o relacionamento deles, até sabendo que estavam acontecendo as brigas, mas não imaginávamos, por a gente conhecer ele, chegar neste ponto", contou.

Ainda de acordo com o Acorda Cidade, no entendimento de Loyd Gusmão, o principal motivo pelas brigas, e pelo crime, pode estar relacionado com os ciúmes que o advogado tinha da jovem. "Ele tinha muito ciúme dela, porque, na realidade, ela era muito bonita, fazia muitas amizades aonde chegava, se dava bem com todo mundo. Teve uma fase da adolescência de rebeldia, mas acredito que isso seja natural para uma menina da idade dela, que queria viver, curtir a balada, se divertir, até que encontrou com ele", disse.

Loyd Gusmão afirmou, ainda, que a família acreditava que ele, por ser mais maduro, daria estabilidade emocional à garota. "A gente até imaginou que pela maturidade dele, pela posição social, pudesse dar um pouco mais de juízo e tirar ela dessa vida de festas, mas eu acho que ele tentou entrar na onda dela de balada também para querer agradar, porque ele estava muito apaixonado por ela. Isso a gente sabia, mas a gente também sabe que seria um pouco difícil ele querer controlá-la com 21 anos de idade, uma pessoa baladeira e ele com praticamente 50 anos", frisou.



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