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Educação

Professores da Rede Estadual não vão comparecer às escolas, na próxima segunda (9), diz APLB

06 de Agosto de 2021 | 11h 21
Professores da Rede Estadual não vão comparecer às escolas, na próxima segunda (9), diz APLB
Foto: Reprodução

O retorno dos 120 mil estudantes baianos que cursam o Ensino Fundamental II está programado para a próxima segunda-feira (9). A data de reabertura das escolas foi estabelecida pelo Governo do Estado. No entanto, de acordo com o portal de notícias Correio, os professores garantem que não haverá aulas. Para a categoria, retomar as atividades é algo plausível apenas quando todos os trabalhadores estiverem vacinados contra a Covid-19.

Os colégios da Rede Estadual de Ensino reabriram no dia 26 de julho. Os 780 mil estudantes matriculados no Ensino Médio, Profissionalizante e Ensino de Jovens e Adultos (EJA) teriam aulas no modelo híbrido, isto é, parte presencial, parte virtual. O movimento, porém, foi limitado.

O Correio informou que o coordenador-geral da Associação dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB), Rui Oliveira, garantiu que a volta às aulas do Ensino Fundamental II não contará com a adesão dos professores nem dos alunos. "A categoria está aguardando a vacina e os pais estão com medo de mandar os filhos para as escolas, porque sabem que ainda não é seguro. O município de Salvador também tentou retomar as aulas, em maio, com os professores ainda se vacinando, e os pais não mandaram os filhos. Acreditamos que, mais uma vez, não vai funcionar", comparou.

O governador vem rebatendo o argumento da categoria sobre a falta da vacina. Rui Costa argumenta que muitas categorias já estão em atuação e que diversas outras nem sequer pararam, mesmo sem imunização. Segundo o jornal, um dia antes da reabertura das escolas, o chefe do Executivo baiano afirmou que os estudantes mais pobres são os mais prejudicados. Também ameaçou cortar o ponto dos professores que não comparecerem às escolas.

"Todos os trabalhadores brasileiros estão trabalhando desde o início da pandemia e o segmento dos professores foi o único que teve uma condição ímpar, uma condição singular, de voltar a trabalhar somente depois de 100% da categoria ter tomado a 1ª dose e mais de 80% ter tomado a 2ª dose. Esse era o desejo de todos os trabalhadores brasileiros, de só voltar depois da 1ª dose, e isso foi dado aos professores. Agora, é hora de os professores devolverem, com muito carinho, esse cuidado", observou o gestor.

Para a APLB, os dados apresentados pelo governo estão incorretos. O sindicato afirma que solicitou, em reunião realizada semana passada, os dados atualizados da vacinação da categoria e que ainda aguarda retorno. Na próxima segunda-feira, está programado outro encontro entre a entidade e representantes da administração estadual. O objetivo é discutir a vacinação, os protocolos de segurança e a volta às aulas.

Ainda conforme o Correio, por meio de nota, a Secretaria de Educação do Estado da Bahia (SEC) cientificou que "sempre promoveu o diálogo com diferentes sujeitos da área da Educação sobre o planejamento do ano letivo continuum e que já realizou três reuniões com a APLB Sindicato, nos últimos dez dias, para tratar sobre o ensino híbrido. Uma nova reunião será realizada nos próximos dias com representantes da categoria, SEC e a Secretaria de Relações Institucionais".



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