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  • Feira de Santana, segunda, 02 de agosto de 2021

Educação

Professores da Uefs e da Uneb paralisam atividades por 24h; classe protesta contra PL que determina retorno das aulas presenciais

19 de Maio de 2021 | 10h 45

Professores da Uefs e da Uneb paralisam atividades por 24 horas; ato é um protesto contra PL que determina retorno das aulas presenciais

Professores da Uefs e da Uneb paralisam atividades por 24h; classe protesta contra PL que determina retorno das aulas presenciais
Foto: Ascom/Uefs

Os professores da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) e da Universidade do Estado da Bahia (Uneb) paralisaram as atividades, nesta quarta-feira (19). Com duração de 24 horas, o ato endossa um protesto nacional contra o Projeto de Lei (PL) 5595/20, que, caso seja aprovado, determinará o retorno imediato das aulas presenciais em escolas e instituições de nível superior das redes pública e privada.

Os docentes da Uefs deliberam pela adesão ao protesto em assembleia realizada na última quarta-feira (12). No caso da Uneb, a assembleia que decidiu pela paralisação aconteceu na quinta-feira (13).

De acordo com o G1, a Associação dos Docentes da Universidade Estadual de Feira de Santana (Adufs) informou que, além do protesto contra a PL 5595/20, os professores reivindicam a recomposição dos orçamentos das universidades, que sofreram sucessivos cortes; a defesa dos serviços públicos e do direito dos servidores, contra a Reforma Administrativa; e a revogação da Portaria 983, expedida pelo Ministério da educação (MEC), que transforma a hora-aula em hora-de-relógio. Isto, conforme a entidade, compromete não apenas as atividades de Ensino, Pesquisa e Extensão, mas também de gestão.

O QUE DIZ O PL - Aprovado na Câmara dos Deputados, em regime de urgência, no dia 20 de abril, o PL 5595/20 tramita, agora, no Senado Federal. Ele tem o objetivo de tornar a educação básica e o ensino superior serviços essenciais. Na prática, isto significa que as aulas presenciais não podem ser interrompidas durante a pandemia da Covid-19. O texto também proíbe também o amplo direito de greve, garantido pela Constituição Federal, a professores e demais profissionais da área.

RETOMADA EM SALVADOR - De acordo com o G1, na capital baiana, o prefeito Bruno Reis anunciou, no dia 23 de abril, a retomada das aulas em regime semipresencial. O retorno das atividades das escolas públicas municipais e das unidades escolares privadas estava previsto para acontecer no dia 3 de maio.

No entanto, no dia 27 de abril, os professores da rede municipal, reunidos com a Associação dos Professores Licenciados do Brasil - Secção da Bahia (APLB-BA), decidiram não acatar a determinação da Prefeitura de Salvador sem a vacinação completa da categoria. Participaram da assembleia 2 mil docentes.

No dia 28, o governo municipal e o sindicato dos professores se reuniram, mas não houve acordo. O impasse voltou a ser discutido em outra reunião, realizada no dia 30 de abril. Desta vez, o encontro foi mediado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). Mas os docentes da rede pública deliberaram, uma vez mais, por não retomar os trabalhos de forma semipresencial. Eles contaram com o apoio dos professores da rede particular, que, no dia 11 de maio, também se reuniram em assembleia, deliberando pelo não retorno das aulas até que toda a categoria esteja imunizada contra a Covid-19.



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