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  • Feira de Santana, segunda, 14 de junho de 2021

Saúde

Internações por Covid-19 crescem, nos últimos 3 dias, em SP, apontando nova tendência de alta

06 de Maio de 2021 | 12h 02
Internações por Covid-19 crescem, nos últimos 3 dias, em SP, apontando nova tendência de alta
Foto: Ettore Chiereguini/Estadão Conteúdo

Após algumas semanas tendendo à estabilidade, as internações por Covid-19 voltaram a crescer, nos últimos três dias, no estado de São Paulo. Os dados foram levantados pela plataforma Infotracker, da Universidade de São Paulo, a pedido do portal de notícias Uol. Os matemáticos do grupo, diz o site, utilizaram os números disponibilizados pelo governo paulista.

O estudo revelou que, desde a última segunda-feira (3), a curva de internações vem registrando aumento todos os dias. A maior alta ocorreu na terça-feira (4), quando 128 pessoas deram entrada em leitos intensivos. "Embora este não seja um aumento sustentado - o que dependeria de vários dias de elevação para confirmação -, já se tem a inversão de tendência da curva de internados, que decresceu ao longo de abril e agora, após a reabertura com a fase de transição do Plano São Paulo, voltou a ascender", afirmou o matemático Wallace Casaca.

O pesquisador da USP, que acompanha os dados desde o início da pandemia, explicou que esse cenário costuma ser o esboço de um agravamento da crise sanitária. Segundo o Uol, o governo de São Paulo informou que, no estado, a taxa de ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) está em 78,3%. Na região metropolitana da cidade de São Paulo, o percentual sobe para 76,4%. Nos meses de março e abril, a ocupação passou de 90%. No total, 10.235 pessoas estão internadas, atualmente, recebendo tratamento intensivo. No dia 1º de abril, mais de 13 mil pacientes ocupavam os leitos das UTIs paulistas.

FLEXIBILIZAÇÕES - Apesar de o momento ser crítico no estado, com a média diária de novos casos voltando a subir, após, somente, uma semana de queda, o governador João Doria (PSDB), conforme o Uol, não descarta a ideia de flexibilizar ainda mais os serviços não essenciais, nesta sexta-feira (7).

Em uma coletiva de imprensa realizada, ontem (5), no Palácio dos Bandeirantes, o gestor afirmou que tinha "boas notícias" quanto aos indicadores da pandemia. No entanto, os números da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo apontaram que o número diário de novos casos subiu para 12.887, na última semana. Isto significa uma alta de 2,5%, em relação à semana passada.

De acordo com Doria, o estado poderia entrar em uma fase menos restritiva. "Eu devo dizer, baseado nas informações do Centro de Contingência, que estamos otimistas com relação à evolução do processo. Evolução positiva do Plano SP, migrando, talvez, para uma fase menos restritiva, mas só teremos a confirmação definitiva de fato na sexta-feira", disse.

Segundo o Uol, na semana passada, o estado comemorou, pela primeira vez em dois meses, a queda em todos os indicadores. O aumento do número de infectados pelo novo coronavírus, porém, foi registrado pouco mais de duas semanas depois da implementação da fase de transição do Plano São Paulo.

Para o Centro de Contingência do Coronavírus há uma explicação. O órgão alega que os dados podem conter represamento, isto é, quando há demora na contabilização, indicando mais estagnação que retrocesso.

A chamada fase de transição foi anunciada no dia 16 de abril, após de mais de um mês nas fases vermelha e emergencial, às quais o governo e o Centro de Contingência creditam as quedas apresentadas até a última semana. Na etapa atual, as regras são menos rigorosas do que as anteriores, assemelhando-se muito à fase laranja do Plano São Paulo.

Ouvido pelo Uol, o Centro de Contingência, que tem por função aconselhar o governo quanto às decisões do plano, afirmou não ver com bons olhos a possibilidade de ampliação das flexibilizações.

O órgão entende que, diante de uma alta como a de agora, é necessário analisar mais profundamente os números. "Posso dizer que o fato de haver um aumento ainda requer um exame mais profundo. porque existe o atraso das notificações de caso", argumentou, nesta quarta-feira, o médico Paulo Menezes, coordenador do comitê.

Ele afirmou que, nesse momento, "a situação é de estabilidade" e que esta semana é crucial para saber se a decisão será ratificada. João Gabbardo, coordenador-executivo do órgão, também afirmou que os dados precisam ser avaliados com cautela. E adiantou que não indicam a necessidade de fazer qualquer retrocesso no plano.

Para Gabbardo, a situação ainda é bastante crítica. "Os indicadores dessa semana, simplesmente, mostram que houve uma redução na queda que estávamos apresentando. Eles indicam, para que a população entenda, que estamos ainda no enfrentamento de uma situação muito grave", advertiu.

Ainda conforme o Uol, especialistas disseram, em entrevista à Folha de S.Paulo, que a alta de casos acendeu uma luz amarela, de alerta. São Paulo é o estado brasileiro que mais perdeu vidas para a Covid-19. Atualmente, o estado contabiliza mais de 98,7 mil óbitos. E, recentemente, vivenciou a iminência de um colapso hospitalar, sobretudo pela falta de medicações necessárias à intubação de pacientes.



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