Tribuna Feirense

  • Facebook
  • Twiiter
  • 55 75 99801 5659
  • Feira de Santana, quinta, 06 de maio de 2021

Saúde

Imunização reduz pela metade mortes entre idosos com mais de 80 anos, diz pesquisa

04 de Maio de 2021 | 10h 46
Imunização reduz pela metade mortes entre idosos com mais de 80 anos, diz pesquisa
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

A proporção de mortes de idosos com 80 anos ou mais caiu pela metade, no Brasil, após o início da vacinação contra a Covid-19. Parte de um estudo liderado pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), os dados mostram que o percentual médio de vítimas dessa faixa etária era de 25% a 30% em 2020, passando a 13% no final de abril de 2021. Segundo a Agência Brasil, no início deste ano, quando a imunização contra o novo coronavírus começou, a porcentagem era de 28%.

De acordo com o epidemiologista Cesar Victora, líder da pesquisa, outros estudos já demonstraram a associação entre a vacinação e a queda nas internações e mortes. Um exemplo é Israel, que conseguiu controlar o contágio e, consequentemente, os óbitos, por meio da imunização, que já alcança 55% da população, conforme dados da Universidade de Oxford. Na análise da UFPel, diz a Agência Brasil, a novidade é que o mesmo se confirma em um cenário com predominância da variante P1, originada em Manaus e considerada mais perigosa.

A pesquisa indica que, pelo menos, 13,8 mil mortes de brasileiros com 80 anos ou mais, em um intervalo de oito semanas, foram evitadas. O país já registra mais de 408 mil mortes por Covid-19, conforme a última atualização do Ministério da Saúde. Apesar disso, a aplicação da primeira dose de imunizantes contra o novo coronavírus alcança apenas 14% dos brasileiros. Segundo a Agência Brasil, somente 6,5% receberam as duas doses.

De acordo com Cesar Victora, os dados utilizados na análise foram disponibilizados pelo Ministério da Saúde e referem-se ao período de 3 de janeiro a 22 de abril de 2021. Nesse intervalo temporal, 171.454 pessoas morreram pela doença, no Brasil.

No começo de 2021, a taxa de mortalidade entre pessoas de 80 anos ou mais era 13,7 vezes maior do que para pessoas com zero a 79 anos. O estudo revela que essa relação caiu para 6,9 vezes, no início do mês passado.

Segundo a Agência Brasil, as estimativas dos pesquisadores apontam que, com a nova cepa do vírus circulando no país, se o número de mortes entre os mais idosos tivesse continuado no mesmo ritmo observado para grupos etários mais jovens, seriam esperadas quase 48 mil mortes, contra as 34.168 registradas no período.

Os níveis nacionais de cobertura vacinal com a primeira dose, nessa faixa etária, chegaram a 50%, na primeira quinzena de fevereiro; a 80%, na segunda quinzena do mês; ficando em 95%, em março. Os cientistas apontam que os resultados de queda da mortalidade encontrados são compatíveis com o efeito protetor da primeira dose, devendo aumentar a partir da segunda.

O estudo, segundo a reportagem da Agência Brasil, também confirma que as vacinas aplicadas no país protegem mesmo em um cenário em que a P1 predomina. Pesquisas com profissionais de saúde vacinados em Manaus e São Paulo já demonstravam essa proteção.



Saúde LEIA TAMBÉM

Charge da Semana

CHARGE DO BOREGA

As mais lidas hoje