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André Pomponet

Março foi o mês mais mortífero da pandemia em Feira

André Pomponet - 12 de Abril de 2021 | 20h 52
Março foi o mês mais mortífero da pandemia em Feira
Foto: Sandro Pereira/Fotoarena/Agência O Globo

Março foi o mês mais letal da pandemia da Covid-19 na Feira de Santana. Dados de boletins da Secretaria Municipal de Saúde indicam que, em 01 de março, o total de mortes confirmadas pela doença na Feira de Santana alcançou 466 registros. Um mês depois, em 01 de abril, o número saltou para 554. Um incremento de 18% ou, em termos concretos, 88 mortes formalizadas no intervalo de um mês.

Foi grande o salto em número de casos ativos da Covid-19 no mesmo intervalo. No primeiro dia de março eram 739 casos. Na mesma data do mês seguinte, impressionantes 4.252 pessoas tinham a doença. O salto percentual foi vertiginoso: escalada de 575%. As informações também são oficiais, da mesma Secretaria Municipal de Saúde.

A Central de Informações de Registro Civil – CRC Nacional também faz o acompanhamento dos casos. Mas com uma diferença metodológica: considera os casos confirmados e também os suspeitos. Em relação a março, verificou-se a mesma tendência: 110 mortes suspeitas ou confirmadas no intervalo de um mês. Eram 545 em 01 de março e foram a 655 no primeiro dia de abril.

Quem quiser checar, é só visitar o endereço eletrônico https://transparencia.registrocivil.org.br/especial-covid e fazer a própria pesquisa.

O mês de abril também não começou auspicioso: nos primeiros 12 dias, o número de mortes suspeitas ou confirmadas saltou dos 655 casos mencionados para 681. Ou seja: mais 26 óbitos. Caso a tendência se mantenha, o mês será um pouco menos mortífero que o anterior. Isso faz com que a média móvel de mortes permaneça em três casos diários. Em março, nos piores momentos, alcançou quatro.

É bom lembrar que as unidades hospitalares da Feira de Santana para tratamento da Covid-19 permanecem saturadas. Em março, foram rotineiras as notícias de 100% de lotação dos leitos de UTI. E o número muito elevado de casos ativos preocupa, porque podem demandar internação. É o que especialistas estão alertando o tempo todo. Fala-se menos que o necessário, mas os profissionais de saúde também estão exaustos. Muitos estão no enfrentamento da pandemia há mais de um ano.

Autoridades da Organização Mundial de Saúde, a OMS, recomendam o isolamento social, o uso de máscara e do álcool em gel, além da testagem e do rastreamento dos casos de Covid-19. E também, claro, a vacinação em massa da população. Só assim, advertem, para a pandemia arrefecer nos próximos meses. É exatamente o que o Brasil não vem fazendo ou vem fazendo pouco.

Não é um caminho fácil. Mas é o único. O artifício dos negacionistas – negar tudo, até a própria pandemia – não constitui uma opção.



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