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Educação

MEC diz que não finalizou contrato para fazer o Enem digital

04 de Dezembro de 2020 | 15h 30
MEC diz que não finalizou contrato para fazer o Enem digital
Foto: André Melo Andrade/Myphoto Press/Estadão Conteúdo

O Ministério da Educação (MEC) declarou que ainda não fechou o contrato para realizar a versão digital do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020. Há pouco menos de 60 dias, segundo o G1, nem sequer os custos foram definidos. As provas estão marcadas para 31 de janeiro e 7 de fevereiro, logo após a realização da versão impressa, a ser aplicada nos dias 17 e 24 de janeiro.

De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), autarquia responsável pela realização do Enem, ocontrato ainda está em fase de finalização. Mais de 96 mil pessoas estão inscritas na versão digital, que será realizada pela primeira vez, em um projeto-piloto. O MEC pretende tornar a prova totalmente digital até 2026.

O problema, conforme o G1, é que, para realizar o projeto-piloto, o MEC precisa alterar o contrato do exame impresso, fechado com a Fundação Cesgranrio, com a finalidade de acrescentar os detalhes sobre a versão digital.

 

INVESTIMENTO – Ao anunciar o projeto-piloto, o Inep informou que pretendia investir cerca de R$ 20 milhões, não tendo intenção de comprar novos computadores. A ideia era usar equipamentos da instituições de ensino onde as provas seriam realizadas.

O G1 ouviu o doutor em educação Ocimar Alavarse, do Grupo de Estudos e Pesquisas em Avaliação Educacional (Gepave), da Universidade de São Paulo (USP). Para ele, o atraso pode colocar em risco a segurança do Exame. “O problema envolve toda a logística da prova: preparação do local, dos dispositivos, a transmissão dos dados, o processamento das informações. Para isso, precisam ser feitos testes, e, em dois meses, isso pode ficar comprometido. Em tese, a empresa só poderá fazer tudo isso quando tiver assinado o aditamento”, observou.

Também em entrevista ao G1, o presidente substituto do Inep, Camilo Mussi, deu mais detalhes sobre a dinâmica de aplicação da prova. Ele disse que tudo está sendo pensado de modo a garantir a segurança do Exame. Ressaltou que a prova será “carregada” no computador, pela internet, e que a conexão será cortada, em seguida. Disse ainda que o Enem digital será criptografado e que isto impedirá que os dados sejam decodificados a tempo de afetar a aplicação das provas.

O Inep não informou como será feito o transporte e armazenamento do sistema. O sigilo, segundo a entidade, é para preservar a idoneidade do processo. De acordo com o G1, também não se sabe se, após o aluno concluir a prova, o exame será transmitido via internet. Tampouco foi anunciado como todos os resultados chegarão ao Inep. Ocimar Alavarse alertou, diz o G1, sobre o risco de ataques hackers, como o registrado no sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), durante as eleições deste ano.

O Inep salientou que o treinamento dos aplicadores começará neste sábado (5), mas sem dar qualquer detalhe. Ao todo, 30 mil pessoas devem ser treinadas para aplicar as provas. Conforme o G1, não há informações sobre quantos serão destinados à versão impressa e quantos trabalharão no processo digital.

 

CRONOGRAMA 2020:

  • Provas impressas: 17 e 24 de janeiro
  • Prova digital: 31 de janeiro e 7 de fevereiro
  • Reaplicação da prova: 24 e 25 de fevereiro
  • Resultados: a partir de 29 de março


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