A crise federal, com corte de recursos já afeta obras municipais, que seguem lentas, como a reforma do MAP. Em uma cidade que carece de grandes obras estes atrasos de repasse caem na conta do gestor municipal que pareceu irritado ao ser cobrado em entrevista. Compreensível. No entanto, do mesmo modo que comemoraria se o fluxo estivesse regular, é natural que seja cobrado nos tempos de penúria.
É lamentável que a Bahia esteja no centro do escândalo do petrolão. Seja através de Gabrielli, o presidente da Petrobrás que autorizou comprar a enferrujada Pasadena; seja através das denúncias na Operação Lava Jato de que a campanha de Wagner teve financiamento da UTC; do processado deputado Argolo; ou das denúncias contra Negromonte. A Bahia que amamos não quer ser doadora de régua e compasso pra malfeitor.
As denúncias na Lava Jato contra Mario Negromonte são repetidas. Apesar disto - de forma leniente - Wagner, o nomeou para o TCE. Ora, com as acusações atuais não há o menor respaldo moral e ético para que ele continue sendo membro do Tribunal e julgando contas. Envergonha o Tribunal, os colegas, coloca os pareceres sob suspeição e apequena a Bahia.
Afinal, em que ficaram as denúncias da compra dos ferry-boat pelo governo da Bahia, capitaneado por Otto Alencar, em um salão de beleza em Portugal?
O número de mortes com a chuva, na capital, não atesta o volume de águas, mas apenas o tamanho do descaso a que Salvador vem sendo submetida. Agora, prefeito e governador, tentam correr juntos em busca de dinheiro que não recuperarão as vidas perdidas. Estão fechando a porta depois do mundo desabado.