Os gregos esqueceram a lenda da cigarra e da formiga e não entenderam que o tempo dos empréstimos fartos eram apenas um cavalo de Tróia. Dinheiro um dia tem de ser pago. Com aposentadoria aos 65 anos (as de alto risco, como cabeleleiro e tintureiro aos 50) jornada de trabalho mais curta, funcionalismo público ineficiente e cheio de vantagens (inclusive prêmio por chegar pontualmente ao trabalho), 40 mil filhas de funcionários falecidos que recebem pensão como se nenhuma estivesse casada, corrupção e clientelismo viciantes, a quebradeira era inevitável.
A conta chegou, mas ao invés de fazer a mea-culpa e consertar os desmandos os gregos preferem culpar o inimigo externo – a Alemanha -, esquecendo de fazer o dever de casa. Ajudaria refugiar-se na caverna de Platão para refletir melhor e entender que não existe estado do bem estar social.
O mundo é duro. A educação está vindo pela pedra.
A escola brasileira sofre de incompetência existencial e dá como legado ao país os piores desempenhos nas avaliações internacionais. No entanto, comporta-se como se tivesse alto padrão e pudesse se dedicar a “formar o cidadão enquanto pessoa”; ensinar ideologia de gênero, fazer educação sexual. Ela não cumpre o dever básico, aquele que realmente permite ao cidadão colocar-se no mundo e fazer sua escolha, mas quer fazer doutrinação. O Estado não deve intervir na vida das famílias, não deve prover nenhum tipo de dirigismo cultural, sexual, ou similar. Este é um traço do vício marxista e totalitário da esquerda.
A nossa escola está precisando ensinar com competência é geografia, ciência, matemática, interpretação de texto. E não faz isso. Estas são as ferramentas da liberdade, do respeito sexual, de gênero, de raça e do que for. Parafraseando uma velha frase: em educação o que cada aluno espera é que a escola cumpra o seu dever.
Refaça os gastos de sua família, organize administrativamente as despesas, concentre-se no essencial, não compre supérfluos, não faça prestações para ter um celular de último modelo, não compre o que não pode, tenha prazeres mais simples. Valorize seu emprego, ajude a empresa do seu chefe a sobreviver. Ela é sua garantia. É tempo de viver com moderação. Nesta crise, ostentação é barril.
A prisão do presidente da Odebrecht é quase um dever cívico com os cofres nacionais. A incestuosa relação com o ex-presidente e lobista Lula fere o senso ético, no mínimo. O Brahma, como ele era chamado, usava o poder no governo para favorecer empresas particulares. É crime, é dinheiro nosso sendo roubado. Que se apure e puna. Inclusive os políticos.
Após receber os senadores da oposição na Venezuela, o embaixador do Brasil abandonou a comitiva. Tem certas coisas com as quais um homem tem de dormir na biografia que me causam espanto e repulsa.