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Saúde

Entenda as doenças respiratórias que podem afetar o bebê prematuro

17 de novembro de 2015 | 11h 22
Entenda as doenças respiratórias que podem afetar o bebê prematuro
Doenças respiratórias são as que mais atingem os bebês prematuros

Os bebês prematuros geralmente são mais frágeis e suscetíveis a algumas doenças, principalmente aquelas que afetam o sistema respiratório. Em geral, as crianças são afetadas por vírus e bactérias que conseguem se instalar com mais facilidade pelas deficiências do sistema imunológico nas primeiras semanas de vida.

Se você ainda não se atentou para a importância dos cuidados com o prematuro, saiba que é comemorado em 17 de novembro o Dia Mundial da Prematuridade. A data foi criada para conscientizar a população da importância dessa fase da vida para o desenvolvimento.

Uma pesquisa divulgada em 2014 aponta justamente que em 66,7% dos casos de internação por problemas respiratórios em prematuros, a causa tem origem no Vírus Sincicial Respiratório, o VSR.

O levantamento mobilizou três das maiores universidades brasileiras (PUC-RS, UFPR e USP), com casos diferentes colhidos nos três estados. Ao todo, foram acompanhados 303 bebês nascidos com 35 semanas ou menos de gestação em Porto Alegre, Curitiba e Ribeirão Preto. Desses, 64 foram hospitalizados com queixas de problemas ao respirar. O vírus mais frequente entre os pacientes com infecções como bronquiolite e pneumonia foi o VSR.

Os sintomas básicos são a coriza, tosse, falta de ar e um chiado no peito. Em geral, essas doenças têm maior propensão de aparecer nos meses mais frios do ano, de abril a julho, durante o outono e inverno. No caso dos estados da região norte, sua presença é maior em janeiro, com as chuvas que marcam esse período. Vale a pena ressaltar ainda que sua facilidade de contágio é grande, com as maiores causas originadas pelo contato entre as pessoas e a falta de cuidados relacionados à higiene.

O grande agravante fica por conta dos recém-nascidos e prematuros. No caso dos adultos e crianças acima de 2 anos, a doença pode ser simplesmente confundida com um leve resfriado. No caso desses bebês que nasceram antes do período ideal, em especial os cardiopatas, a doença pode ser até mesmo letal se o tratamento não for feito de maneira rápida e eficiente. O mesmo acontece com idosos, que são afetados com muito mais impacto pela presença do vírus no organismo.

Além do VSR, foram também identificados cerca de oito vírus respiratórios presentes nos prematuros. Alguns cuidados básicos são necessários, principalmente na hora de se prevenir e entender os riscos, como pode ser visto aqui. As infecções respiratórias e infecções graves geralmente estão relacionadas à presença desse vírus específico, por isso é necessário seguir à risca as indicações médicas e tomar o máximo de cuidado possível.

O estudo, que terminou em 2010, foi publicado na edição de outubro de 2014 da PediatricsInfectiousDiseaseJournal e apresentado também em simpósio durante o Congresso Brasileiro de Perinatologia, em novembro do ano passado.

Seus resultados são importantes tanto para profissionais, que entendem melhor os perigos desses vírus específicos, quanto para os próprios pais, que conseguem se preparar com os cuidados necessários para evitar esse tipo de infecção.

A longo prazo, a presença do vírus acaba gerando consequências que duram até a adolescência. Ou seja, é preciso evitar ao máximo esse contágio para que a bronquite e a pneumonia não se façam presentes nessa fase da vida. O sintoma mais comum gerado é o chiado no peito, que pode se manter durante toda a infância. O VSR, por sua vez, não tem tratamento específico definido.



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