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Saúde

Criadores de aplicativo sobre o aedes aegypti são recebidos pelos secretários da Saúde e Educação

21 de outubro de 2015 | 15h 57
Criadores de aplicativo sobre o aedes aegypti são recebidos pelos secretários da Saúde e Educação

Combater o mosquito aedes aegypti, o principal transmissor de doenças como dengue, chikungunya e zika vírus, é tarefa de todos. Cientes da importância deste tipo de atitude, estudantes do Colégio Estadual Antônio Carlos Magalhães, localizado em Santa Inês, no centro sul baiano e a 294 quilômentros de Salvador, criaram um aplicativo gratuito para celular e tablet sobre prevenção e combate ao mosquito transmissor dessas doenças.

A iniciativa foi reconhecida pelos secretários estaduais Fábio Vilas-Boas (Saúde) e Osvaldo Barreto (Educação), além do subsecretário da Saúde, Roberto Badaró, que receberem os estudantes do ensino médio, Ronaldo Santos e Rosane Santos, nesta terça-feira (20), na Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), em Salvador. Os secretários se propuseram a auxiliar no aperfeiçoamento da ferramenta.

Os professores Eduardo Souza e Hérmeson Eloi, também presentes no encontro, explicaram que a ferramenta foi uma das novidades apresentadas na Feira de Ciências do colégio, que teve diversos projetos científicos. O aplicativo ‘Fora Aedes Aegypti’ está disponível no Google Play para aparelhos com a plataforma Android. Segundo Ronaldo, a intenção é estender a outros sistemas operacionais.

Estímulo

“Temos que estimular os estudantes a inovar e esta é uma causa importante, pois a melhor forma de se combater o mosquito é eliminando os criadouros, e a informação é um instrumento fundamental nesta tarefa”, destacou o secretário Fábio Vilas-Boas.

De acordo com Osvaldo Barreto, “esta é uma das experiências que demonstram o protagonismo juvenil dos estudantes da rede estadual de ensino. [É] uma consequência dos projetos estruturantes desenvolvidos nas escolas, que estimulam o gosto pelo estudo da ciência e a inovação”.

Já Roberto Badaró afirmou que a sociedade precisa estar alerta para combater os criadouros. Ele orienta para as pessoas evitarem acumular água em latas, embalagens, copos plásticos, tampinhas de refrigerantes, pneus velhos, vasinhos de plantas, jarros de flores, garrafas, tambores, latões, cisternas, sacos plásticos, lixeiras, entre outros. Também recomenda não deixar caixas d’água destampadas.

Tecnologia

Para combater o mosquito, a Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) ganhou um grande reforço com o desenvolvimento de um teste rápido que, associado a um smartphone com GPS, permite simultaneamente o georeferenciamento (google maps) dos casos a fim de controlar rapidamente os surtos, bem como ter o resultado em 20 minutos, o que antes demorava até 60 dias. 

Esta é uma ação inédita no Brasil e os primeiros municípios a dispor do teste rápido foram Feira de Santana (região do centro norte), Riachão do Jacuípe e Ribeira do Pombal (nordeste), devido ao número de casos notificados e confirmados.

Outras estratégias estão em vista como a utilização de nanotecnologia. Recentemente, o secretário da Saúde visitou uma das mais avançadas indústrias de nanotecnologia do mundo, a Smart Inovation, localizada na cidade de Barcelos, em Portugal. A empresa é pioneira no desenvolvimento de uma tecnologia patenteada de aprisionamento de moléculas repelentes contra o mosquito da dengue, que duram de dois a quatro anos nos ambientes aplicados.

O Governo da Bahia estabelecerá um acordo de cooperação técnica para avaliar a eficácia da tecnologia no estado e, desta forma, desenvolver mais uma ferramenta contra o mosquito. “A possibilidade de aplicação é imensa, desde a pulverização dos interiores e exteriores de residências. O produto pode ainda ser incorporado em tintas e utilizado na pintura de prédios públicos e escolas”, explica o secretário.

FONTE: SECOM-BA



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