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Dez anos depois, 24 ônibus a mais

21 de fevereiro de 2015 | 08h 24
Dez anos depois, 24 ônibus a mais
 
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“Nunca vi uma cidade deste tamanho com tão poucos ônibus”. A afirmação de espanto diz muito sobre a má qualidade do serviço de transporte coletivo em Feira de Santana. Foi feita ao microfone, em audiência pública, pelo engenheiro de tráfego de Curitiba, André Fialho, que desde o SIT, em 2005, presta consultoria à prefeitura no planejamento do setor e tem experiência internacional na área.

Mas a julgar pelo edital que o próprio Fialho ajudou a elaborar, pouco ou nada mudará após a licitação marcada para 16 de março, que escolherá as novas empresas que vão assumir o serviço no lugar das hoje famigeradas 18 de setembro e Princesinha.

Do total de 105 linhas do transporte coletivo, 36 terão apenas um veículo. Ou seja, o passageiro que perder o transporte, só vai ter nova chance de embarcar depois que o carro completar seu trajeto e estiver fazendo o próximo balão. Ou fará como faz hoje, recorrendo a um motoboy ou transporte clandestino.

O edital prevê duas empresas no sistema, uma com um lote de 125 ônibus e outra com 123. Ao todo 248 coletivos. São apenas 24 a mais do que determinou o contrato firmado com as empresas em 2005, concessão que se encerra dentro de uma semana, em 25 de fevereiro. Há dez anos, o serviço foi distribuído em três lotes (A, B e C). Um deles com 98 coletivos, os outros dois com 63. Total: 224.

Desde 2005, a população de Feira, que terá 24 ônibus a mais, aumentou em nada menos que 84.375 habitantes, passando de 527.625 para os 612.000 calculados no ano passado, de acordo com o IBGE.

A frota dos coletivos em Feira de Santana é muito menor que a de outras cidades de tamanho semelhante no país. É praticamente a metade. Em entrevista à Tribuna Feirense quando foi apresentado o edital para o transporte coletivo, o consultor admitiu que para o porte de uma cidade como Feira, “com uma qualidade de serviço bom, pode chegar nos 400 ônibus, pelo menos, operando”.

O projeto do qual foi consultor oferece pouco mais da metade disto. Fialho  justifica: “Não tem como essas linhas que vão num bairro bem periferia, com bem pouca gente até o centro da cidade, colocar 2,3, 4, 5 ônibus. Não tem demanda pra isso”, assegura.

Se colocar mais ônibus e faltar passageiro, todos vão pagar, garante o engenheiro de tráfego. “Não podemos aumentar a frota sem uma viabilidade. Isso geraria um custo na tarifa. Se voce coloca uma frota onde tem passageiro, ok, isso se paga. Se você poe frota não tendo passageiro, isso custa mais e reflete na tarifa”, explica.

A esperança do passageiro é tudo dar tão certo, que mais gente passe a usar o sistema, fazendo crescer a quantidade de passagens vendidas. “Tenho certeza de que melhor seviço atrai mais passageiro e atraindo mais passageiro aumenta-se mais a frota”, ensina o consultor.

FONTE: Glauco Wanderley



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