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Política

Empresas do transporte coletivo estão descumprindo acordos coletivos, diz Nery

28 de setembro de 2015 | 16h 30
Empresas do transporte coletivo estão descumprindo acordos coletivos, diz Nery
Nery reiterou que os trabalhadores rodoviários não estão tendo seus direitos respeitados

A situação do transporte coletivo de Feira de Santana voltou a  ser tema de discurso do vereador Alberto Nery, na tribuna da Casa da Cidadania, nesta segunda-feira (28). O petista denunciou que as empresas que assumiram o transporte coletivo, Rosa e São João, estão descumprindo acordos coletivos da categoria e informou que existe possibilidade de paralisação dos serviços.

“A direção do sindicato resolveu fazer uma assembleia com as duas empresas que estão explorando o transporte. Para nossa surpresa, esperávamos que viessem empresários comprometidos com a comunidade, com o compromisso de prestar serviços de qualidade e excelência. No entanto, eles vieram com a postura de ditador, inclusive resolvendo descumprir os acordos coletivos em vigência”, criticou o vereador, que também é Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Feira de Santana (Sintrafs).

Segundo ele, os empresários já avisaram que farão mudanças no acordo coletivo.  “Não acataram nada, apresentamos o que era o acordo coletivo e que está inserido o plano de saúde, a questão salarial está inserida na tarifa, mas esses empresários resolveram descumprir e disseram que iriam alterar o acordo coletivo”, lamentou.

Nery reiterou que os trabalhadores rodoviários não estão tendo seus direitos respeitados. “Os trabalhadores tem duas folgas aos domingos, mas eles (os empresários) resolveram não dar folga aos trabalhadores aos domingos. Além disso, só são aceitas duas horas extras diárias, mas, além da jornada normal, estão trabalhando 7 horas a mais, e eles não querem pagar”.

Para o edil, o empresário da empresa São João está mais aberto ao diálogo. “Nós hoje fizemos uma assembléia, mas não fizemos uma paralisação. O pessoal da São João é mais aberto ao diálogo e pediu que suspendesse a assembléia e manifestação, e que, a partir das 10 horas, sentaria com o sindicato e resolveria. O pessoal da Rosa é troncudo. Queremos chamar atenção dos nobres colegas, pois já vemos sofrendo e acho que é extremamente desagradável uma empresa iniciar suas atividades e, com 30 dias, já haver manifestação. Isso não é bom, não gostaríamos de tomar essas medidas, mas é preciso que eles saibam que não podem tratar os funcionários como bem entender”, pontuou.

Nery afirmou ainda que havia sido prometido que todos os funcionários fossem admitidos pelas novas empresas, o que não estaria acontecendo. “Os empresários disseram estar comprometidos que seriam admitidos todos os funcionários e, isso, foi acordado até o dia 1º de setembro, não aconteceu essa admissão. Viemos buscando demitidos sem receber suas rescisões, sem fundo de garantia, todos os dias, mas não foram, até o presente momento, contratados. Fizemos ofícios aos que se dizem proprietários, receberam o ofício e que até a quinta-feira passada daria retorno, mas até o momento não tomou a decisão. Se não resolver durante esta semana, o sistema vai parar por tempo indeterminado”, alertou.

O edil deixou claro de que isso não é a vontade do sindicato. “Quero tornar público a todos que nos acompanham, inclusive através da TV Câmara, de que não é a vontade do sindicato estar fazendo manifestação prejudicando a população, mas não iremos abrir mão de atender os interesses daqueles que nós representamos”, ressaltou.

Zona Azul

Na oportunidade, o vereador Alberto Nery comentou a questão da Zona Azul, em Feira de Santana. “O decreto da Zona Azul foi publicado no Diário Eletrônico, na qual não deu uma certa publicidade a essa matéria extremamente importante. Todos os comerciantes, as pessoas pensam na questão da mobilidade urbana, desejam que seja realizada a Zona Azul. Já houve três certames licitatórios e nenhum deles se concretizou, mas não se concretiza devido aos erros cometidos”, avalia.

O petista questionou a respeito da Avenida Getúlio Vargas, inserida dentro desse processo. “São 31 ruas, dessas 31 ruas são 3.600 vagas, o que chama atenção é que a Zona Azul está inserida na avenida Getúlio Vargas. Ora, tem o projeto de que vai circular o sistema BRT e no outro lado será constituído as vagas para Zona Azul. Hoje, a avenida Getúlio conta com quatro vias, em algumas partes apenas três vias, como ficarão as pessoas que irão circular nessas avenidas, a partir do momento que sejam ocupadas? Como irá fluir o transporte em Feira?”, indagou.



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