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Geral

Eu vim para servir

Dom Itamar Vian - 18 de fevereiro de 2015 | 09h 05
Eu vim para servir
 
Desde 1964, todos os anos, a Igreja Católica, durante o período da Quaresma, desenvolve a Campanha da Fraternidade propondo temas desafiadores para conscientizar as comunidades e buscar soluções. Neste ano “Igreja e Sociedade” é o tema e “Eu vim para servir” (Mc 10,45) é o lema.
 
A Igreja quer estar a serviço da sociedade. Eis o que disse o Papa Francisco: “Deus quer que façamos parte de uma Igreja que sabe abrir os braços para abraçar a todos. A Igreja é a casa de todos, onde todos podem ser transformados e santificados: os mais fortes e os mais fracos, os pecadores, os indiferentes, quantos se sentem desanimados e perdidos. Um Igreja que se fecha em si mesma e no passado, é uma Igreja que atraiçoa a sua própria identidade”.
 
É urgente, por isso, sair ao encontro das pessoas, chegar onde elas estão. É fácil e tranqüilo ficar a espera, sentados, de braços cruzados. Jesus não ficou em Nazaré a espera de que as pessoas fossem até Ele. Andou muito, chegando às pessoas na realidade em que viviam. A Igreja não pode guardar para si o que Deus oferece a todos. 
 
É necessário sair de nós mesmos. Sair das nossas casas, sacristias e comunidades, para ir lá onde os homens e as mulheres vivem, trabalham e sofrem. 
 
O diálogo é o caminho pelo qual a Igreja anuncia a Boa Nova à sociedade. Ela quer aprofundar o diálogo e a colaboração com a sociedade, tendo consciência de que se dispõe a servir, não a mandar. Ao dialogar, a Igreja fala e escuta, propõe e acolhe, oferece e recebe. Ela coloca à disposição da sociedade os valores do Evangelho, para que todos tenham mais vida. 
 
A fidelidade a esta palavra do mestre é o que nos motiva a sermos uma “Igreja Samaritana”. Ela quer servir à sociedade e não submetê-la, porque, como Jesus, ela existe para servir e não para ser servida (Mc 10,45). Seu objetivo é colocar-se a serviço de todos e apresentar Jesus como Caminho, Verdade e Vida. Por isso, cada cristão é chamado a ser instrumento de Deus a serviço da promoção da vida, da dignidade da pessoa humana, das crianças, dos jovens, dos idosos, dos doentes e de todas as pessoas mais necessitadas.


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