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Política

Satélite: Argôlo foi 61 vezes às sedes de empresas de Yousseff, mostra força-tarefa

15 de setembro de 2015 | 15h 24
Satélite: Argôlo foi 61 vezes às sedes de empresas de Yousseff, mostra força-tarefa

A força-tarefa da Operação Lava Jato possui um trunfo que desmonta a versão do ex-deputado Luiz Argôlo sobre suas ligações com o doleiro Alberto Youssef, pivô do esquema de corrupção na Petrobras. Planilha elaborada pela Polícia Federal do Paraná, à qual a Satélite teve acesso, aponta 61 registros de entrada do ex-parlamentar baiano nos escritórios de duas empresas controladas por Youssef em São Paulo.  Segundo o levantamento da PF, Argôlo foi 45 vezes à sede da JPJPAP Assessoria e Participações, no Itaim Bibi, de julho de 2011 a outubro de 2012, logo após o primeiro turno das eleições municipais. O ex-deputado fez ainda 16 visitas ao quartel-general da GDF Investimentos, na Avenida Paes de Barro, bairro da Mooca, entre 21 de novembro de 2011 a 18 de fevereiro de 2014, um mês antes da prisão do doleiro.  À Justiça, Argôlo relatou apenas encontros esporádicos, voltados a cobrar dívidas relativas à venda de um terreno em Lauro de Freitas.

Troca de identidade
No inquérito da Lava Jato contra o ex-deputado, a PF aponta artifícios possivelmente usados por Luiz Argôlo para tentar driblar uma eventual investigação. Em todas as fichas de controle de entrada e saída dos escritórios de Alberto Youssef, Argôlo usava a parte desconhecida de seu nome e alterava o número do documento de identidade.

Pego no contrapé
Os registros de Luiz Argôlo na portaria dos escritórios do doleiro eram feitos com o primeiro nome e o último sobrenome do político: João dos Santos ou João Santos. O RG informado tinha como diferença apenas o último dígito - em vez de 7,  2 ou 5. Os federais só descobriram que se tratava de Argôlo porque ele foi clicado pelas câmeras da recepção.

FONTE: correio24horas



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