Em gestão pública, é comum dizer que, quando é feita a coisa certa, aquele que a executou não cumpriu mais do que a obrigação. Faz todo o sentido, claro. No entanto, não constitui pecado destacar uma ação, medida, decisão, que atingiu o objetivo esperado, especialmente quando o histórico não é positivo. Vale registro a compra, com a devida antecedência, do fardamento e material escolar para as crianças que a partir de fevereiro irão frequentar as escolas da Rede Municipal de Educação em Feira de Santana.
O prefeito José Ronaldo e o secretário de Educação, vice-prefeito Pablo Roberto, comemoraram a chegada das camisetas, bermudas e tênis, mais mochilas, estojos, cadernos, lápis de pintar e todos os demais apetrechos que compõem o kit a ser entregue aos pequenos estudantes.
Por incrível que pareça, é fato histórico. Raramente essas crianças receberam o que lhes é de direito e necessário para as atividades antes do início das aulas. Aconteceu, diversas vezes, inclusive em gestões passadas do próprio exigente prefeito José Ronaldo, de este material ser distribuído meses depois de iniciado o ano letivo.
Ele e outros prefeitos não conseguiram ao longo das últimas décadas, com os diversos secretários que passaram por esta pasta, alguns, renomados e experientes gestores - bem mais do que Pablo, um estreante na Educação - solução para o problema, agora superado. Alegava-se dificuldades com a licitação, especialmente recursos administrativos e judiciais da parte de perdedores. Realmente acontece, mas aí é que se destaca o diferencial de quem lidou com os processos desta vez.
Portanto, que se faça o reconhecimento, aos dois gestores. Eles conseguiram quebrar esta negativa sequência de início de aula sem a entrega, aos estudantes, dos itens de primeira necessidade. Agora, para ficar ainda melhor, espera-se que o mesmo aconteça com outras providências como o transporte escolar e, principalmente, a merenda das crianças. Esta última demanda, talvez a mais importante de todas, pelo valor que tem a alimentação.